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Política Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 07:02 - A | A

Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 07h:02 - A | A

BRIGA POR AUMENTO

“Comigo, ameaça não funciona”, diz Mauro Mendes sobre greve no Judiciário

Servidores do Judiciário protestam por reajuste de 6,8% e acusam o governo de travar projeto.

Felipe Leonel

Repórter | Estadão Mato Grosso

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

O governador Mauro Mendes (União Brasil) mandou os servidores do Poder Judiciário, que acusam o governo do Estado de tentar interferir no TJMT, a fazerem uma denúncia e apresentar à Justiça. Os servidores também ameaçam greve, diante da demora na aprovação de um projeto que concede reajuste para a classe.

O projeto de lei, de autoria do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, foi votado em primeira votação na Assembleia Legislativa e, atualmente, está aguardando o deputado Dr. Eugênio (PSB) devolver o projeto após pedido de vistas nesta quarta-feira (5).

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A base governista tenta evitar a aprovação, já que a concessão do aumento poderia acarretar em efeito cascata para servidores de outros poderes, incluindo o próprio Governo do Estado. O governo teme um impacto de cerca de R$ 1,6 bilhão e comprometer a capacidade de investimento público.

“Comigo não funciona ameaça de greve. Se funciona em algum lugar, eu não posso responder. Com o governador Mauro Mendes, a ameaça não funciona”, asseverou o chefe do Executivo, nesta quinta-feira (6). “Manda eles fazerem uma denúncia e apresentar”, disse Mauro, após ser questionado sobre a suposta interferência.

Mauro ponderou, por outro lado, que a discussão é legítima e democrática, mas ele também tem o direito de fazer suas análises e tomar suas decisões. Ainda nesta quarta, os servidores foram ao Parlamento estadual para protestar pela aprovação do texto, que prevê aumento de 6,8% nos salários.

“Eu nunca fui nos corredores da Assembleia para pressionar deputado para votar ou pra deixar de votar. Mas ir lá também fazer diálogo, eu não vejo problema nenhum que alguma categoria, que algum servidor, que algum produtor [ir lá]. Afinal de contas, é uma casa da democracia que representa um conjunto maior”, disse.

Veja vídeo: 

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