O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que sua filha, Raquel Cattani, vítima de feminicídio, nunca teve porte de arma. A declaração foi uma resposta ao deputado Valdir Barranco (PT), que sugeriu que o acesso a armas não impediu o assassinato da jovem.
A fala de Barranco ocorreu durante a discussão de um projeto de lei apresentado por Cattani, que propõe facilitar o porte de armas para mulheres sob medida protetiva.
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Em reação, Cattani acusou o colega de “vilipendiar a memória” da filha. Segundo ele, as armas mencionadas por Barranco pertencem a ele e à esposa, Sandra Cattani, e não à vítima.
“Ele abusou do direito de fala. Vilipendiou a memória da minha filha, porque ela nunca teve arma nenhuma. Na fala dele, utiliza uma fotografia com armas registradas que são minhas e da Sandra, não da Raquel”, afirmou.
Após o assassinato, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou Raquel ao dar seu nome à sala da Procuradoria da Mulher. No entanto, diante da declaração de Barranco, Cattani disse que solicitará a retirada da homenagem.
“Estou pedindo à Assembleia que retire o nome da Raquel da sala da Procuradoria. Se a memória dela está sendo desonrada dentro da Casa, inclusive por um dos procuradores, não é digno que a homenagem permaneça”, declarou.
Relembre o caso
Raquel estava em casa quando foi atacada pelo ex-cunhado. Ela foi atingida por mais de 30 golpes de faca, não resistiu e morreu.
Romero era marido de Raquel e não aceitava o fim do relacionamento. Ele pagou R$ 4 mil para que o irmão cometesse o crime.
Tribunal do Júri
Rodrigo Xavier foi condenado à pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto.
Já Romero Xavier deve cumprir 30 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.










