Dollar R$ 5,06 Euro R$ 5,92
Dollar R$ 5,06 Euro R$ 5,92

Política Quarta-feira, 06 de Maio de 2026, 07:31 - A | A

Quarta-feira, 06 de Maio de 2026, 07h:31 - A | A

MEMÓRIA DA VÍTIMA

Cattani diz que Barranco ridicularizou morte da filha: “Raquel nunca teve arma”

Deputado afirma que armas citadas pertencem a ele e à esposa

Thiago Portes

Repórter | Estadão Mato Grosso

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que sua filha, Raquel Cattani, vítima de feminicídio, nunca teve porte de arma. A declaração foi uma resposta ao deputado Valdir Barranco (PT), que sugeriu que o acesso a armas não impediu o assassinato da jovem.

A fala de Barranco ocorreu durante a discussão de um projeto de lei apresentado por Cattani, que propõe facilitar o porte de armas para mulheres sob medida protetiva.

- FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsAppTelegram e Instagram)

Em reação, Cattani acusou o colega de “vilipendiar a memória” da filha. Segundo ele, as armas mencionadas por Barranco pertencem a ele e à esposa, Sandra Cattani, e não à vítima.

“Ele abusou do direito de fala. Vilipendiou a memória da minha filha, porque ela nunca teve arma nenhuma. Na fala dele, utiliza uma fotografia com armas registradas que são minhas e da Sandra, não da Raquel”, afirmou.

Após o assassinato, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou Raquel ao dar seu nome à sala da Procuradoria da Mulher. No entanto, diante da declaração de Barranco, Cattani disse que solicitará a retirada da homenagem.

“Estou pedindo à Assembleia que retire o nome da Raquel da sala da Procuradoria. Se a memória dela está sendo desonrada dentro da Casa, inclusive por um dos procuradores, não é digno que a homenagem permaneça”, declarou.

Relembre o caso

Raquel estava em casa quando foi atacada pelo ex-cunhado. Ela foi atingida por mais de 30 golpes de faca, não resistiu e morreu.

Romero era marido de Raquel e não aceitava o fim do relacionamento. Ele pagou R$ 4 mil para que o irmão cometesse o crime.

Tribunal do Júri

Rodrigo Xavier foi condenado à pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto.

Já Romero Xavier deve cumprir 30 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.

search