O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado Carlos Avallone, disse que, caso seja necessário um posicionamento de seu partido, não vai aceitar a saída de seu colega de parlamento Faissal Calil do Cidadania, partido que é federado com o PSDB. No mês passado, Faissal anunciou que deixaria o Cidadania para migrar para um partido com o viés mais de extrema-direita e, até mesmo, ajudar no projeto político do deputado federal Abílio Júnior (PL), que pretende disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2024.
Avallone comentou que o deputado já tem um entendimento nesse sentido com o presidente do Cidadania, ex-secretário de Estado Marco Marrafon. No entanto, por estarem casados judicialmente, o tucano não sabe se a decisão tem que passar pelo crivo do PSDB.
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“Tenho uma relação excepcional com o Faissal. Somos amigos, somos colegas. Ele faz parte do Cidadania. Eu faço parte do PSDB. Nós fizemos uma Federação e eu sou presidente da Federação. Eu sou engenheiro, ele é advogado. Eu não entendo da legislação e a legislação nesse caso de Federação é muito nova. […] Não sei se o deputado Calil precisa de autorização da Federação ou do PSDB. Talvez ele precise de autorização só do Cidadania. Se for assim, ele disse que já conversou com Marrafon, que é o presidente do Cidadania que vai dar a carta para ele liberando. Se isso acontecer, o deputado Carlos Avallone não vai dar palpite e não vai entrar nisso”, disse em entrevista à rádio Capital FM nesta segunda-feira, 23 de outubro.
Avallone explicou que seu posicionamento pessoal pode ser diferente do que pode ser entendido por outras lideranças tucanas, mas criticou Faissal por entrar em um partido de centro-esquerda, se eleger por ele, e depois virar a casaca.
Ele destacou que a saída do Cidadania pode render futuras dores de cabeça a Faissal, já que os suplentes do partido podem acioná-lo na Justiça querendo sua cadeira na Assembleia Legislativa.
“Se ele precisar da liberação da Federação ou do PSDB a opinião pessoal do deputado Carlos Avallone é que não vou dar porque sou um cara que tem fidelidade partidária. […] Não tem sentido uma pessoa se eleger por um partido que tinha características de centro-esquerda, que tinha como líder Roberto Freire, que já foi PCdoB, e agora dizer que é de extrema-direita. Então, não concordo com essa posição e se precisar do PSDB eu vou colocar isso em votação dentro do diretório, a minha opinião é contra, mas não sei se precisa de liberação nossa”, comentou.













