O deputado federal Coronel Assis (União) criticou o projeto do governo de lei do governo federal que tributa as aplicações de pessoas físicas em offshores (empresas do exterior que abrigam investimentos) e antecipa a cobrança de Imposto de Renda de fundos exclusivos no Brasil. O pacote era conhecido como ‘taxação dos super-ricos’ e foi aprovado no último dia 25, na Câmara Federal, com voto contrário do parlamentar, que classifica a medida como forma de manter a “mamatolândia” da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na avaliação do deputado, a medida não taxa apenas as grandes fortunas, mas sim qualquer tipo de investimento feito fora do país.
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“Um professor, um servidor público que ganha um salário mediano, um salário baixo, por exemplo, investir em algo fora do país também será taxado. Essa falácia de dizer que a taxação de grandes fortunas é o que eles querem é uma grande mentira do PT, justamente para tentar arrecadar mais para bancar a mamatolândia que está acontecendo em Brasília. Essa gana e essa ânsia desse pessoal em tentar buscar tributos para justificar os gastos”, disse em entrevista à imprensa nesta sexta-feira, 27 de outubro.
Assis defendeu que é necessário promover uma reforma administrativa grande antes de debater qualquer aumento ou criação de impostos no Brasil. Ele ainda comentou que países europeus que adotaram a mesma medida desistiram da ideia após fuga de capital.
“As pessoas que possuem grandes fortunas realmente vão deixar de investir e trazer trabalho, emprego e oportunidades ao povo brasileiro”, disse.
Aprovado na Câmara, o projeto de lei foi encaminhado para votação no Senado Federal. O deputado espera que os senadores sejam conscientes e derrubem essa propositura, pois entende que pode afetar negativamente a economia do país.
“Esperamos que os senadores tenham um pouco mais de tempo para discutir essa pauta de uma maneira um pouco mais, vamos dizer assim, profícua, no sentido de tentar preservar ao máximo a questão do desenvolvimento brasileiro”, destacou.








