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Política Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 18:16 - A | A

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Aliança com MDB só se Bolsonaro mandar, afirma Cattani: “Flávio não vai pedir”

Fernanda Leite

Repórter | Estadão Mato Grosso

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que só aceitaria uma eventual aliança com o MDB caso haja determinação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“No meu caso é diferente [do Abilio Brunini], o Bolsonaro não pede, ele manda. Se ele mandar, ele manda quem pode e obedece quem tem juízo”, declarou ele em entrevista nesta terça-feira (5).

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A fala ocorre em meio às discussões sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso e a possibilidade de composições políticas envolvendo o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Executivo estadual.

Cattani avaliou que, apesar de críticas ao passado político de diversos pré-candidatos, há espaço para mudanças de posicionamento. Ele citou como exemplo o senador Magno Malta, que, segundo ele, apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff no passado, mas depois mudou de postura. “Todo mundo tem o direito de mudar de rumo, de se arrepender e fazer a coisa certa”, afirmou.

Sobre Fagundes, Cattani disse que o parlamentar tem dado sinais de alinhamento com o bolsonarismo no Senado. “O senador Wellington tem dado demonstração que está do nosso lado”, pontuou.

No entanto, ele fez ressalvas quanto a uma possível aliança com o MDB em Mato Grosso, partido que classificou como ligado à esquerda no estado. “Se ele fizer isso, a coisa se complica um pouco para a campanha dele”, avaliou.

Cattani também reforçou críticas semelhantes às do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), contrárias à aproximação com o MDB. Apesar disso, indicou que seguiria uma eventual orientação superior dentro do grupo político.

Ao comentar a possibilidade de intervenção de lideranças nacionais, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado minimizou o cenário. “O Flávio não vai pedir [ pra ter aliança com o MDB]”, disse. Ainda assim, deixou claro que, em caso de ordem direta de Jair Bolsonaro, sua posição poderia mudar.

Por fim, ao ser questionado sobre a necessidade de alinhamento do grupo caso haja uma definição nacional, Cattani adotou tom irônico: “Eu sei nadar”.

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