Uma denúncia recebida pelo Estadão Mato Grosso aponta que policiais civis de Mato Grosso estariam se recusando a receber presos em delegacias devido à falta de vagas no sistema prisional. A situação seria reflexo direto da superlotação enfrentada nas unidades do estado.
De acordo com as informações, a recusa ocorre diante da impossibilidade de encaminhamento dos detidos aos presídios, que já operam acima da capacidade. O problema se agravou após a interdição de 20 das 41 unidades prisionais em funcionamento no estado.
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Dados do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT) reforçam o cenário crítico. Relatório recente aponta que Mato Grosso possui cerca de 12 mil vagas no sistema prisional, mas atualmente abriga mais de 16 mil detentos, um excedente de aproximadamente 4 mil presos.
Diante desse quadro, delegacias acabam enfrentando dificuldades para dar vazão às prisões realizadas, o que impacta diretamente o trabalho das forças de segurança e levanta preocupações quanto à legalidade e à continuidade das detenções.
A situação expõe um efeito cascata no sistema de segurança pública, já que a falta de estrutura no sistema penitenciário compromete desde a atuação policial até a garantia da custódia adequada dos presos.
Perri denunciou colapso
Na semana passada, o desembargador Orlando Perri, coordenador do GMF/MT, afirmou já ter conversado com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre os problemas no sistema prisional em Mato Grosso. Segundo ele, o sistema está falido.
“Eu já conversei com o governador, ele já sabe dos problemas que assolam o sistema prisional. (...) Se nós não tomarmos uma providência urgente até o final do ano, nós não vamos ter lugar para colocar novos presos. (...) Eu já determinei que sejam apuradas todas aquelas situações.”








