Reprodução Estadão MT
A Polícia Civil identificou os alvos da Operação Ditadura Faccional CPX, deflagrada na manhã desta sexta-feira (5) em Cuiabá, Várzea Grande e Jaciara. Um dos investigados, o possivelmente líder, da facção criminosa Comando Vermelho (CV), Bruno César Amorim Santos, conhecido como Vasco, morreu em confronto com policiais civis durante o cumprimento de mandado em Várzea Grande.
A ação cumpre 11 mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da DHPP que apuram um crime de tortura, homicídio e ocultação de cadáver ocorrido em agosto, em Várzea Grande. Outras duas prisões temporárias foram cumpridas pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, relacionadas ao homicídio de março, no bairro Três Barras.
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Foram presos: Katiane da Silva Flôr Lara (32), Samuel Galheiro dos Santos, o SG, Dioge da Silva Rodrigues (33), Akillis Brandão Evangelista (26), Joel Aparecido da Silva, o Pé Fofo, e Robert Assis de Oliveira (31).
Estão foragidos: Guilherme da Silva, o Formiga, Fábio Luciano Ribeiro da Cruz, o MN Boy, e Michelly Gomes de Sousa (22).
Bruno “Vasco”, segundo as investigações, era apontado como responsável por dar ordens de execução dentro da facção e estava envolvido na morte de José Wallefe dos Santos, assassinado em agosto em um complexo habitacional de Várzea Grande. José, sua esposa e o filho foram rendidos por criminosos em meio a disputa territorial entre facções. Seu corpo foi encontrado em 20 de agosto, em uma cova rasa, com sinais de violência. A família, natural de Maceió, estava há pouco tempo no Estado, e não há comprovação de vínculo da vítima com organizações criminosas.
A DHPP também cumpriu mandados referentes ao homicídio de Edinaldo Honorato Lopes (36), ocorrido em 19 de março, em Cuiabá. A investigação conduzida pelo delegado Rogério Gomes apontou que o crime teve motivação passional. Testemunhas relataram que uma mulher e, depois, um homem entraram na residência da vítima instantes antes do assassinato.
Segundo a Polícia Civil, Edinaldo mantinha contato frequente com a investigada, provocando conflitos e ciúmes no autor do crime. O casal foi localizado e preso em Jaciara, permanecendo custodiado à disposição da Justiça.












