Ruy de Souza Gonçalves, de 67 anos, médico e advogado, coleciona um longo histórico de mais de uma década de polêmicas. O médico foi preso na última segunda-feira, 16 de dezembro, por suspeita de assédio sexual contra uma paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pascoal Ramos, em Cuiabá, onde a beijou à força.
Em novembro de 2002, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) moveu um processo ético-profissional contra o médico após a veiculação de uma matéria com o título “Médico Cuiabano tem a cura para vitiligo”. O processo correu por vinte anos e em 2022, a punição foi anulada.
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Em 2015, Ruy foi demitido da rede municipal de saúde por ter faltado 172 dias de trabalho no período de 311 dias. À época, ele argumentou que havia sido contratado para trabalhar apenas 20 horas semanais e não 40 horas.
Os números apontaram que o médico descumpriu a carga horária na rede municipal de saúde.
Já em 2023, ele foi demitido do Hospital Estadual Santa Casa por insubordinação. A demissão durou pouco tempo e algum meses depois, Ruy de Souza conseguiu reverter a decisão na Justiça.
Contudo, durante os meses em que estava afastado do Hospital Santa Casa, Ruy foi flagrado pelo circuito interno de segurança tentando entrar na unidade com máscara e touca para disfarçar sua identidade.
Ainda em 2023, o médico teve a prisão decretada pela juíza Maria Rosi de Meira Borba do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, após descumprir medidas cautelares que proibiam sua aproximação da diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Dourado Neves.
Na ocasião, a diretora o acusou de importunação e ameaça.
E não para por aí, como advogado, Ruy invadiu o gabinete da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, para tirar satisfação acerca de uma decisão desfavorável em um processo no qual ele se autorrepresentava.
Já em dezembro do ano seguinte, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso acionou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público Estadual (MPMT), denunciando Ruy após ele tumultuar uma sessão do Pleno e proferir palavras ofensivas contra desembargadores.
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