Apontada como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”, foi um dos alvos da Operação Coroa Quebrada, deflagrada nesta terça-feira (7). Mesmo presa, ela é investigada por continuar ordenando crimes e gerenciando atividades da facção, especialmente no município de Cáceres.
De acordo com a Polícia Civil, Amanda possui diversas passagens criminais e é apontada como peça-chave dentro da organização criminosa, exercendo funções de liderança como a determinação de execuções, aplicação de punições internas e distribuição de armas entre os integrantes.
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Um dos crimes atribuídos à investigada é o assassinato da adolescente Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, ocorrido em setembro de 2024, em Cáceres. Conforme o inquérito, Amanda e outros suspeitos abordaram a jovem e uma amiga, levando-as até uma residência sob o pretexto de um encontro.
No local, as vítimas foram amarradas e interrogadas por meio de uma chamada telefônica com outro integrante da facção, conhecido como “Itashi”, sobre uma possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo rival. Após analisarem o celular de Gabriela e encontrarem uma imagem com gesto associado à facção rival, os criminosos teriam decidido pela execução.
A adolescente foi inicialmente enforcada com um lençol e levada até um terreno baldio. Ao perceberem que ela ainda estava viva, os envolvidos desferiram diversos golpes de faca, causando a morte da vítima.
Operação e estrutura criminosa
A Operação Coroa Quebrada resultou no cumprimento de 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram em cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Nova Mutum e Cáceres.
Amanda está atualmente detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May e, segundo as investigações, continuava exercendo influência direta sobre o grupo criminoso mesmo de dentro da unidade prisional.
As apurações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) com apoio da Denarc, apontam que a organização possui estrutura hierarquizada, divisão de funções e ao menos 28 integrantes.
Além de homicídios, o grupo é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, roubos de veículos e disputas territoriais. Os demais membros atuavam como executores, armeiros e responsáveis pela logística do tráfico.









