Dollar R$ 4,99 Euro R$ 5,87
Dollar R$ 4,99 Euro R$ 5,87

Polícia Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 15:17 - A | A

Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 15h:17 - A | A

OPERAÇÃO COROA QUEBRADA

Líder do Comando Vermelho comandava mortes de dentro de penitenciária

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Apontada como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”, foi um dos alvos da Operação Coroa Quebrada, deflagrada nesta terça-feira (7). Mesmo presa, ela é investigada por continuar ordenando crimes e gerenciando atividades da facção, especialmente no município de Cáceres.

De acordo com a Polícia Civil, Amanda possui diversas passagens criminais e é apontada como peça-chave dentro da organização criminosa, exercendo funções de liderança como a determinação de execuções, aplicação de punições internas e distribuição de armas entre os integrantes.

- FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsAppTelegram e Instagram)

Um dos crimes atribuídos à investigada é o assassinato da adolescente Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, ocorrido em setembro de 2024, em Cáceres. Conforme o inquérito, Amanda e outros suspeitos abordaram a jovem e uma amiga, levando-as até uma residência sob o pretexto de um encontro.

No local, as vítimas foram amarradas e interrogadas por meio de uma chamada telefônica com outro integrante da facção, conhecido como “Itashi”, sobre uma possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo rival. Após analisarem o celular de Gabriela e encontrarem uma imagem com gesto associado à facção rival, os criminosos teriam decidido pela execução.

A adolescente foi inicialmente enforcada com um lençol e levada até um terreno baldio. Ao perceberem que ela ainda estava viva, os envolvidos desferiram diversos golpes de faca, causando a morte da vítima.

Operação e estrutura criminosa

A Operação Coroa Quebrada resultou no cumprimento de 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram em cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Nova Mutum e Cáceres.

Amanda está atualmente detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May e, segundo as investigações, continuava exercendo influência direta sobre o grupo criminoso mesmo de dentro da unidade prisional.

As apurações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) com apoio da Denarc, apontam que a organização possui estrutura hierarquizada, divisão de funções e ao menos 28 integrantes.

Além de homicídios, o grupo é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, roubos de veículos e disputas territoriais. Os demais membros atuavam como executores, armeiros e responsáveis pela logística do tráfico.

search