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Polícia Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 13:42 - A | A

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Identificados os donos de página acusada de fake news contra políticos

Investigação aponta publicações ofensivas contra políticos e autoridades públicas

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Ricardo Ribeiro da Silva e Juliana Pereira Guimarães - proprietários da página Nexa Influence - foram alvos da “Operação Stop Hate”, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, que apura crimes de calúnia e difamação contra políticos em Mato Grosso. Entre as vítimas está o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL).

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpre três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

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De acordo com as investigações, identificaram a utilização de perfis nas redes sociais para publicação reiterada de conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos contra as vítimas, com indícios de prática sistemática de ataques virtuais e perseguição digital.

O perfil Nexa Influence possui mais de cinco mil seguidores e tem sede na cidade de Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

Em uma postagem no Instagram, horas após o cumprimento dos mandados, Juliana confirmou que a empresa e seus colaboradores foram alvos da operação. No entanto, ela negou que a prática de crime contra as vítimas.

A reportagem apurou que o capital social administrado pela dupla gira em torno de R$ 900 mil.

Operação Stop Hate

Ainda conforme o levantamento policial, houve a falsa imputação do crime de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, além de acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Poder Executivo municipal.

Também foram disseminados vídeos e imagens criados por inteligência artificial, expondo as vítimas de forma vexatória.

Conforme a investigação, o perfil administrado pelos alvos acusava Max Russi de utilizar um secretário municipal de Rondonópolis como “testa de ferro” — expressão normalmente associada à prática de atividades ilícitas —, fato que, segundo a polícia, provocou abalo à honra do presidente da Assembleia Legislativa.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos nas publicações criminosas.

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