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Polícia Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 11:06 - A | A

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ALVO DE OPERAÇÃO

GCCO caça 'Angeliquinha', líder do CV que lavou mais de R$ 20 milhões pra facção

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como "Angeliquinha", foi alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 05 de março, segue foragida. A criminosa, apontada como liderança da facção Comando Vermelho na região de Alta Floresta, lavou, juntamente com sua família, mais de R$ 20 milhões para a organização.

Angeliquinha, seu pai Paulo Felizardo; sua filha Kauany Beatriz e o genro Guilherme Laureth foram alvos de mandados de busca e apreensão, prisão e sequestro de bens e valores. No entanto, apenas ela ainda não foi encontrada.

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A criminosa, considerada de alta periculosidade, está foragida do Sistema Prisional desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Angélica foi condenada, em 2025, a quase 100 anos de prisão por assassinato, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa.

Ela ficou conhecida no mundo do crime após ordenar a execução de quatro homens em 2022. As vítimas são Jefferson Vale Paulino, de 27 anos, Alan Rodrigues Pereira, 36 anos, João Vitor da Silva, 19 anos, e Caio Paulo da Silva, 31 anos.

Os homens teriam sido identificados como integrantes de um grupo rival.

Tráfico e lavagem

O núcleo familiar é apontado como operador financeiro do grupo criminoso e atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico.

As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, utilizando diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.

Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta, sob comando direto da filha. Já o pai da criminosa seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes.

O ouro extraído poderia ser utilizado como forma de ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.

Vida de luxo

A filha e o genro da líder da facção ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais.

A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições.

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