Presa durante uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quinta-feira, 05 de março, Kauany Beatriz, filha da criminosa Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como Angeliquinha, era responsável por comandar um garimpo irregular na região de Alta Floresta, e ostentava uma vida de luxo nas redes sociais.
De acordo com as investigações, ela, o marido, Guilherme Laureth, e o pai, Paulo Felizardo, foram alvos de mandados de prisão cumpridos durante a Operação Showdown, que tem o objetivo de desarticular o núcleo familiar responsável pelo tráfico e lavagem de dinheiro da facção Comando Vermelho.
- FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
Angeliquinha também teve mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso, mas ela está foragida do Sistema Prisional desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Nas redes sociais, Kauany Beatriz e o marido ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais.
A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições.
Na descrição em seu perfil na plataforma, Kauany diz já ter conhecido a Itália, Suíça, Austrália, Colômbia, Alemanha, Maldivas, Emirados Árabes Unidos e Curaçao.
Investigação
As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, utilizando diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob comando direto da filha. Já o pai da criminosa seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes.
O ouro extraído poderia ser utilizado como forma de ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.








