O ex-estagiário pastoral, Rodolpho Raphael de Oliveira Santos, foi alvo da Operação Veritas deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feria, 03 de junho, em uma investigação que apura supostos crimes de perseguição, calúnia, difamação e injúria contra integrantes da Diocese de Barra do Garças.
De acordo com as investigações, após seu desligamento das atividades pastorais Rodolpho Raphael teria passado a divulgar conteúdos com acusações contra o bispo Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, e ao padre Vandilson Pereira Sobrinho.
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As publicações continham acusações relacionadas à suposta omissão institucional e favorecimentos dentro da estrutura eclesiástica. Foi apontado ainda que as mensagens e publicações teriam sido disseminadas para terceiros, integrantes da comunidade religiosa, autoridades e veículos de comunicação.
Por determinação do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças, que acolheu parcialmente pedido formulado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do investigado.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra o investigado. Rodolpho Raphael está proibido de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com Dom Paulo Renato e o padre Vandilson Pereira Sobrinho. Ele também deverá manter distância mínima de 200 metros das supostas vítimas.
Outra determinação impede o investigado de publicar, compartilhar, repostar ou impulsionar conteúdos considerados ofensivos, intimidatórios ou persecutórios relacionados aos dois religiosos em redes sociais, aplicativos de mensagens ou quaisquer plataformas digitais, desde que vinculados aos fatos investigados.
O magistrado ressaltou que a medida não representa uma restrição genérica à liberdade de expressão, mas busca evitar a continuidade das condutas que estão sendo apuradas.
A decisão ainda autorizou o compartilhamento de provas produzidas em outro inquérito policial que tramita na Delegacia de Polícia de Alto Araguaia e que possui relação com os fatos investigados em Barra do Garças.
Por outro lado, a Justiça rejeitou parte dos pedidos formulados pela Polícia Civil. Entre eles, a proibição ampla de frequência do investigado a ambientes religiosos e institucionais, além da aplicação imediata de multa em caso de descumprimento das medidas cautelares.
O juiz advertiu que eventual descumprimento das determinações poderá resultar na imposição de medidas mais severas, incluindo a decretação de prisão preventiva.












