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Polícia Terça-feira, 25 de Novembro de 2025, 15:59 - A | A

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"PARALELO CINCO"

Empresário que desviou milhões na saúde de RS e SP é preso em hotel de Cuiabá

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira, 25 de novembro, o empresário Humberto Silva, dentro de um hotel, em Cuiabá. O mandado foi cumprido no âmbito da Operação Paralelo Cinco que apura um esquema que desviou milhões da saúde dos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e sequestro de 14 imóveis, apreensão de 53 veículos e uma embarcação, além do bloqueio de mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias. As ordens judiciais foram cumpridas no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

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No entanto, a reportagem apurou, que Humberto foi encontrado pelos agentes federais no Hotel D’Lucca na capital mato-grossense.

De acordo com a PF, o inquérito teve iniciado em janeiro de 2024, apurou que um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos Hospitais Municipais de Jaguari/RS e Embu das Artes/SP. Verificou-se que, somente entre 2022 e agosto de 2025, essas instituições receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos, valores provenientes de repasses municipais, estaduais e federais destinados ao custeio dos serviços de saúde.

As investigações apontam para um sistema de desvio de recursos públicos, baseado na utilização de empresas de fachada e entidades interpostas, sem capacidade operacional mínima, empregadas para emissão de notas fiscais inidôneas e ocultação da real destinação dos recursos. Os valores repassados eram rapidamente pulverizados para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo com os serviços contratados, beneficiando os gestores da organização social e alimentando um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação financeira.

Além disso, foram detectados desvios operacionalizados diretamente das contas-convênios, especialmente para o pagamento de despesas estritamente pessoais, como remunerações elevadas a funcionários sem prestação de serviços, contratos fictícios de trabalho, aluguéis de imóveis de alto padrão, viagens de luxo, aquisição de bens particulares e manutenção de vantagens pessoais, tudo financiado com recursos originalmente destinados aos hospitais de Jaguari/RS e Embu das Artes/SP.

 

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