O brutal assassinato da adolescente Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, que chocou Mato Grosso pela frieza e crueldade, completou um ano na última quinta-feira (12). Mesmo após todo esse tempo, o caso ainda não foi levado a julgamento.
A filha da jovem, retirada de seu ventre durante o crime, vive atualmente com a avó, Ana Paula Peixoto de Azevedo, de 44 anos, que possui a guarda compartilhada da neta.
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Na época do crime, Emelly estava grávida de nove meses quando foi atraída pela criminosa Nataly Helen Martins Pereira, hoje com 26 anos. A suspeita ofereceu à adolescente uma suposta doação de roupas para o bebê que ela esperava.
A jovem foi até a casa da mulher, localizada no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. No local, foi atacada com um golpe conhecido como “mata-leão” e acabou desmaiando. Ainda com vida, Nataly retirou o bebê do ventre da adolescente utilizando uma faca de cozinha.
O crime veio à tona depois que a suspeita deu entrada em um hospital da Capital e tentou registrar a recém-nascida como se fosse sua filha. Conforme as investigações, ela mantinha uma falsa gravidez perante familiares havia meses.
Um ano após o crime, o processo ainda aguarda novos desdobramentos na Justiça. O julgamento não foi agendado até o momento devido a pedidos feitos pela defesa da acusada, que tenta a realização de exames de sanidade mental.
Atualmente, a mãe de Emelly divide a guarda da menina. Para ela, conviver com a dor da perda da filha continua sendo extremamente difícil.
“Eu acredito na Justiça de Deus porque Ele não falha. Para mim, como mãe, não é fácil conviver com essa dor. É algo que nunca vai sair da minha mente, nunca vou esquecer. É triste ver um crime brutal como esse e não ter uma solução”, lamentou.








