A pane geral nas principais redes sociais ocorrida nesta segunda-feira (4) causou prejuízo a muita gente além de Mark Zuckerberg, o dono do Facebook, Instagram e WhatsApp. Essas redes sociais, por mais criticadas que sejam, são o pilar de grande parte dos negócios existentes no Brasil. No mundo, essas redes têm mais de três bilhões de usuários - mais de um terço da população mundial. O WhatsApp, por exemplo, é usado como principal canal de atendimento por 95% das empresas brasileiras, segundo um estudo conduzido pela empresa NuvemShop, plataforma com mais de 70 mil lojas virtuais na América Latina.
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Problemas tecnológicos não são incomuns, como muitos de nós constatamos no dia a dia. No entanto, a estabilidade dos serviços ofertados pela família de aplicativos do Facebook era tida como certa, tanto que é utilizada até pela Justiça para intimação. Apagões como o desta segunda mostram que nem mesmo as gigantes da tecnologia estão imunes a essas confusões.
O problema é que muitas empresas contam com essas plataformas em seu modelo de negócio. O levantamento da NuvemShop mostra que as redes sociais foram responsáveis por 34% das vendas do e-commerce no ano de 2020. Estamos falando em um mercado de R$ 87,4 bilhões, só na parte formal. Esse número não inclui aqueles pequenos empreendedores que vendem apenas pelas redes sociais, pois ainda não têm estrutura suficiente para ter suas próprias lojas - físicas ou online. Em conversa com a reportagem do Estadão Mato Grosso, esses microempreendedores relataram que ‘perderam o dia’ devido à queda das redes. Nenhuma venda.
Não são apenas os pequenos que sofrem. Empresas que atuam no varejo e até no atacado também tiveram dificuldade para atender seus clientes, alguns dos quais são moradores de outras cidades. Nos tempos atuais, com o predomínio do apelo visual, os clientes já não queriam fechar a venda sem ver o produto. Mais vendas perdidas.
Ainda não há uma estimativa do tamanho do rombo causado com a pane geral das redes, até porque boa parte dela é impossível de ser quantificada. Ainda assim, certamente é maior do que o prejuízo de US$ 50 bilhões no valor de mercado do Facebook, ocorrido na esteira da crise. O apagão afetou empresários do mundo inteiro. Foi mais um dia em que a terra parou.











