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Opinião Quarta-feira, 10 de Novembro de 2021, 19:20 - A | A

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2021, 19h:20 - A | A

VANESSA MORAES

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Neste dia 10 de novembro, o Brasil comemora o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, instituído em 2017 com o propósito de educar, conscientizar e prevenir a população brasileira que tem, aproximadamente 5,8 milhões de pessoas com algum grau de surdez.

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A surdez pode ser congênita (a pessoa já nasce e em sua família alguém possui surdez) ou adquirida (quando acontece após o nascimento) e pode ter diferentes graus e tipos, podendo afetar pessoas de qualquer idade sob variadas causas.

Doenças maternas durante o período gestacional como a sífilis, rubéola e toxoplasmose, assim como o nascimento prematuro, baixo peso ao nascimento, uso prolongado de medicamento e alterações congênitas também podem acometer a integridade auditiva dos recém-nascidos. Por isso, a orientação médica pré-natal e a vacinação contra a rubéola na adolescência, se fazem precisas. É lei nacional que se realize o “Teste da Orelhinha” nos recém-nascidos antes de saírem da maternidade. Se o bebê não passa neste teste, o reteste é obrigatório e confirmando alterações a perda auditiva deve ser investigada. Se o bebê com perda auditiva inicia o uso de aparelhos auditivos e terapia fonoaudiológica até os 6 meses de idade, ele terá as mesmas condições de desenvolvimento da fala que um bebê que nasceu com audição normal.

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Ao percebermos baixo rendimento escolar, queixa de criança desatenta, pouco interesse por atividades escolares, a audição deve ser investigada. A presença de cera nos ouvidos, infecções recorrentes , distúrbio do processamento auditivo central e até mesmo a perda auditiva devem ser descartadas antes de rótulos limitantes e indesejáveis para estas crianças.

No mundo a maior causa da perda auditiva é a exposição ao ruído. Ele pode estar presente no trabalho, no lazer e em atividades de nossa vida diária. Os jovens, especialmente, não se contentam em usar seus fones de ouvidos em intensidade baixa ou moderada. É preciso um volume aumentado. E aí que está a grande geradora de surdez e também de zumbido nos ouvidos. Aos trabalhadores expostos ao ruído o uso de protetores ou abafadores de som são indicados, bem como exames de audição periódicos. E em nossos momentos de lazer, come em discotecas e shows, a consciência de que quanto maior o ruído, menor deverá nosso tempo de exposição para que não aconteçam lesões irreversíveis nas células de nossos ouvidos. Essa lesão possivelmente seja irreversível, não havendo cirurgia e nem tratamento, sendo necessários o uso de aparelhos auditivos.

A partir dos 45 anos de idade, temos o declínio natural da audição devido ao nosso envelhecimento. Ele começa de maneira gradual e alguns comportamentos como solicitação de repetição, aumento do volume da TV, não escuta telefone e/ou campainha, dificuldade em compreender quando mais de uma pessoa está falando, isolamento, irritabilidade, cansaço, perda de interesse pelos encontros entre amigos e/ou familiares são alguns dos comportamentos que sugerem a perda auditiva. Essa perda auditiva não pode ser desprezada, pois estudos relacionam o aparecimento de demências em 70% dos casos não tratados com o uso dos aparelhos auditivos.

Independente da causa ou grau, os prejuízos da surdez são impactantes na vida das pessoas. O atraso no desenvolvimento da fala e linguagem, o desenvolvimento acadêmico abaixo do esperado , as relações interpessoais comprometidas, podendo levar o indivíduo a se sentirem inseguros, deprimidos, exaustos pelo esforço excessivo em escutar o que lhe é dito.

Mais uma vez, prevenção e atitude imediata após o diagnóstico.

A falta da audição nos mantém desconectados. Isso não é saudável para o deficiente auditivo e nem para a família na qual se encontra inserido.

Vamos devolver o sentido, pois faz sentido, quando o sentido é ouvir e ser melhor ouvido.

*VANESSA MORAES é audiologista

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