Bjorn Eriksson, chefe do serviço de saúde de Estocolmo, capital da Suécia, clamou ajuda às autoridades nacionais nesta quarta-feira (9). Já elogiada pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) e tida como “exemplo” durante a pandemia, a Suécia vê enfermarias de UTIs enchendo rapidamente com novos casos da Covid-19. O pedido do chefe de saúde é para que sejam enviados enfermeiros especializados e outros profissionais para reforçar as equipes que lutam contram uma segunda onda de infecções.
“Precisamos de ajuda”, disse Eriksson, em entrevista coletiva. A Suécia, que não optou pelo tipo de bloqueio adotado por muitas outras nações europeias, sofreu muitas vezes mais mortes causadas pelo coronavírus per capita do que os países vizinhos, com o total chegando a quase 7.300 na quarta-feira.
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No pico da pandemia, em maio, Bolsonaro chegou a afirmar que, por ele, o Brasil adotaria o isolamento vertical. Ele citou a Suécia como exemplo, mas não mencionou que já aquela época o país escandinavo tinha mais mortes por Covid-19 que os vizinhos, que adotaram o isolamento mais rígido.
"O governo federal, se depender de nós, está tudo aberto com isolamento vertical e ponto final. Os governadores assumiram cada um a sua responsabilidade, houve uma concorrência entre muitos para ver o que fechava mais", disse Bolsonaro à época.












