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Judiciário Quinta-feira, 02 de Abril de 2026, 07:16 - A | A

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POR UNANIMIDADE

TJ acata HC e autoriza retorno de Chico 2000 à Câmara de Cuiabá

Parlamentar estava afastado desde janeiro após operação da Polícia Civil

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Por unanimidade, a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso acatou um habeas corpus e autorizou, nesta quarta-feira, 1º de abril, o retorno do vereador Chico 2000 (sem partido) à Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar estava afastado do cargo desde janeiro quando foi alvo da Operação Gorjeta deflagrada pela Polícia Civil. A investigação apontou um desvio milionário de emendas destinadas à associação e empresários para realização de corridas de rua na Capital.

No pedido, a defesa do vereador destacou a desproporcionalidade do afastamento, imposto por período indeterminado.

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Em decisão, a Corte entendeu que as punições preventivas e indeterminadas configurar antecipação de pena e constrangimento ilegal, de modo que cautelares menos gravosas seriam suficientes para resguardas a regular tramitação da ação.

“Ante o exposto, em dissonância com o parecer ministerial, concedo a ordem de habeas corpus em favor do paciente Francisco Carlos Amorim Silveira, para revogar a medida cautelar de suspensão do exercício da função pública”, diz trecho da decisão.

Com a decisão, o vereador já está apto a participar da próxima sessão prevista para terça-feira, 7 de abril.

Operação Gorjeta

A operação foi deflagrada no dia 27 de janeiro. A ação policial apura o suposto desvio de emendas municipais por meio de um esquema com empresas para realização de corridas de rua.

Segundo as investigações, essas empresas receberiam valores de projetos executados e devolveriam parte do montante ao parlamentar autor do repasse.

Além de Chico, foram alvos Rubens Vuolo, o empresário João Chiroli, sua esposa Magali Gauna Felismino Chiroli, o Instituto Brasil Central (Ibrace) e as empresas Sem Limite Esportes e Eventos (Chiroli Esportes) e Chiroli Uniformes.

A investigação apontou que o empresário João Chiroli recebeu R$ 1,2 milhão do Instituto Brasil Central – IBRACE, entidade privada sem fins lucrativos, e posteriormente pulverizou este valor em saques de dinheiro vivo, sendo que parte foi devolvida para Alex Jony Silva, que presidia o instituto, e ao vereador.

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