O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva do mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de participar da tentativa de atentado ao instalar uma bomba no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.
A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e foi assinada no dia 30 de março de 2026. O magistrado concluiu que permanecem válidos os requisitos para a manutenção da prisão, como o risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
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Segundo a decisão, há “fortes e graves indícios” de que Alan Diego participou diretamente da ação criminosa.
De acordo com os autos, após instalar o dispositivo, o acusado ainda realizou ligações telefônicas, o que, para o relator, reforça a materialidade e o risco concreto de reiteração delitiva.
Outros dois envolvidos são Wellington Macedo de Souza, condenado a 6 anos de prisão por planejar o atentado e dar carona a Alan no dia do ocorrido, e George Washington de Oliveira Sousa, que admitiu ter comprado um arsenal utilizado na ação, incluindo explosivos e munições.
O trio foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Ao manter a prisão, Moraes destacou que não houve qualquer fato novo que justificasse a revogação da medida cautelar. Ele também citou a necessidade de garantir a ordem pública e o regular andamento da ação penal, que já está em fase de instrução.
Alan Diego está preso desde junho de 2025.








