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Judiciário Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 12:27 - A | A

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 12h:27 - A | A

BASTANTE EMOCIONADA

Mãe de Raquel detalha ao júri o desespero do momento em que encontrou a filha morta

Maiara Max

Repórter | Estadão Mato Grosso

Daffiny Delgado

Repórter | Estadão Mato Grosso

Sandra Cattani, a mãe da produtora rural Raquel Maziero Cattani iniciou seu depoimento visivelmente abalada durante o Tribunal do Júri que julga o assassinato da filha, nesta quinta-feira, 22 de janeiro, no Fórum da Comarca de Nova Mutum. Em lágrimas, ela relatou que foi ela quem encontrou o corpo de Raquel dentro da residência.

Sandra começou descrevendo a rotina da família. Segundo ela, estranhou o fato de a filha não ter aparecido naquela manhã, como fazia habitualmente, o que a levou a procurá-la.

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Sandra relatou os momentos de desespero ao perceber que Raquel não havia dado notícias. De acordo com o depoimento, ela passou por diversas hipóteses antes de entrar na residência. Ao abrir a porta, encontrou a filha caída no chão.

Inicialmente, a mãe acreditou que Raquel pudesse ter caído ou passado mal. No entanto, ao se aproximar e tentar ajudá-la, percebeu que a filha já estava sem vida. Segundo o relato, o corpo estava gelado, rígido e tomado por formigas.

Ela contou que tentou chamá-la pelo nome e chegou a tentar levantá-la, mas, diante do estado do corpo, compreendeu que Raquel estava morta. Em plenário, afirmou que não conseguia acreditar no que estava vendo naquele momento.

Durante o depoimento, Sandra também falou sobre o impacto da morte da filha na família, especialmente na neta de apenas 3 anos. Segundo ela, hoje a criança só consegue dormir olhando fotos e vídeos de Raquel.

“A gente só vê a dor dos outros até acontecer com a gente. Ele acabou com a vida dos filhos dela, tirou o direito de eles terem a mãe”, disse.

Ao ser questionada sobre o que espera do julgamento, Sandra Cattani declarou: “Espero que Deus amenize a dor. A Raquel faz muita falta. Eu creio que vai ser feita justiça.”

Em seguida, afirmou: “O mínimo que espero é que sejam condenados e peguem a pena máxima, mas isso não vai trazer ela de volta”.

O depoimento causou forte comoção no plenário e integra a fase de oitiva de testemunhas do Tribunal do Júri que julga Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde pelo assassinato de Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, na zona rural de Nova Mutum.

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