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Judiciário Quarta-feira, 11 de Março de 2026, 09:07 - A | A

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Juiz manda PM e comparsa a júri popular por execução de personal trainer em Várzea Grande

Na decisão, o magistrado destacou que o conjunto de provas reunido durante a investigação é suficiente para encaminhar o processo ao Tribunal do Júri.

Fernanda Escouto

Repórter | Estadão Mato Grosso

O juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Pierro de Faria Mendes, determinou que o policial militar Raylton Duarte Mourão e o comparsa dele, Vitor Hugo Oliveira da Silva, sejam levados a júri popular pela morte da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes. A decisão foi publicada nesta terça-feira (10).

A ação foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Segundo a denúncia, recebida em outubro de 2025, o PM e o comparsa agiram com intenção de matar, e o crime teria sido praticado por motivo torpe, “com emprego de meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”.

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Na decisão, o magistrado destacou que o conjunto de provas reunido durante a investigação é suficiente para encaminhar o processo ao Tribunal do Júri.

“Com relação à autoria delituosa, averiguando os depoimentos e demais elementos colhidos na delegacia de polícia e em juízo, constata-se a existência de indícios suficientes acerca da autoria delitiva atribuída aos acusados Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva”, pontuou.

O juiz também manteve as qualificadoras do homicídio, entre elas o motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima, apontando que tais circunstâncias não podem ser afastadas nesta etapa do processo, já que não são manifestamente improcedentes.

“No que tange às qualificadoras, elas somente devem ser excluídas quando manifestamente improcedentes e quando houver prova inconteste de que elas não estão presentes, o que não se vislumbra no caso vertente, porquanto não se afiguram descabidas as alegações de que os acusados tenham agido por motivação torpe, com emprego de meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”, completou o magistrado.

O caso

Rozeli foi morta com seis disparos de arma de fogo na manhã do dia 11 de setembro, quando saía de casa no bairro Canelas, em Várzea Grande. Ela estava dentro do próprio veículo quando foi surpreendida pelo PM e seu comparsa, que chegaram em uma motocicleta.

A motivação do crime, segundo as investigações, estaria relacionada a um processo movido pela vítima contra o policial e a esposa dele, em razão de um acidente de trânsito envolvendo um veículo pertencente à empresa do casal.

De acordo com a apuração, Raylton teria planejado o crime e chegou a monitorar a rotina da personal trainer dias antes da execução. Em depoimento, ele afirmou que ficou revoltado com a ação judicial movida pela vítima contra ele e sua esposa.

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