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Geral Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 23:04 - A | A

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ESTRADAS SEGURAS

Pontos críticos de infraestrutura em rodovias brasileiras caem 12,3% em 2025, aponta Radar CNT

Levantamento identificou 2.146 ocorrências neste ano e indica avanços graduais na conservação da malha viária nacional

Assessoria de Imprensa

O número de pontos críticos de infraestrutura nas rodovias brasileiras apresentou queda em 2025, segundo dados do Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025. O levantamento, elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, registrou redução de 12,3% nas ocorrências mapeadas em todo o país. Foram identificados 2.146 pontos críticos neste ano, ante 2.446 registrados em 2024.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera como pontos críticos situações graves da infraestrutura rodoviária que comprometem a segurança dos usuários e interferem diretamente no fluxo do tráfego. De acordo com a entidade, a retração observada em 2025 reforça a avaliação de que os investimentos realizados nos últimos anos começam a produzir efeitos concretos sobre a conservação das estradas brasileiras.

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A melhoria das condições viárias tem impacto direto sobre a logística nacional, especialmente em um país fortemente dependente do transporte rodoviário. A redução de pontos críticos contribui para maior previsibilidade das operações, menor risco de acidentes e redução de custos associados a atrasos, avarias e interrupções no tráfego, fatores que afetam diretamente a competitividade da economia e a eficiência das cadeias produtivas.

Os buracos de grande porte seguem como o principal problema identificado nas rodovias brasileiras, com 1.716 registros, o equivalente a mais de 80% do total de ocorrências. Apesar da predominância, o volume é inferior ao verificado na edição anterior da Pesquisa, o que indica avanço no tratamento dos defeitos de pavimento e na manutenção das vias.
Também foi observada redução em outras ocorrências de alto risco. As erosões na pista somaram 248 registros, enquanto as quedas de barreiras totalizaram 82 casos. Esses problemas costumam atingir trechos com maior fragilidade estrutural e risco geotécnico, exigindo intervenções mais complexas e planejamento contínuo.

Na análise da geometria das vias, o levantamento identificou 57 pontes estreitas, que permanecem como gargalos de capacidade e segurança, especialmente para o transporte de cargas. O estudo também registrou uma ponte caída, ocorrência pontual, mas com impacto relevante sobre a logística regional.

A redução dos pontos críticos é especialmente relevante para os mais de 5 mil trabalhadores especializados que atuam diariamente no transporte rodoviário de cargas e veículos zero quilômetro no Brasil. Esses profissionais enfrentam longas jornadas, operam cargas de alto valor e dependem diretamente das condições da infraestrutura para garantir segurança, eficiência operacional e cumprimento de prazos.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, a melhora gradual da infraestrutura tem reflexos diretos no dia a dia das operações. “Quando os pontos críticos diminuem, o impacto é imediato na segurança dos motoristas e na previsibilidade das entregas. Estradas em melhores condições reduzem riscos, custos operacionais e interrupções que afetam toda a cadeia logística”, afirma.

Na avaliação de Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, os dados reforçam a importância da continuidade dos investimentos. “O transporte especializado exige planejamento rigoroso de rotas e depende de condições adequadas da malha viária. A redução dos pontos críticos melhora a fluidez, diminui o desgaste dos veículos e traz mais segurança para todos os usuários das rodovias”, destaca.

A CNT disponibiliza um painel interativo com o georreferenciamento das ocorrências identificadas no estudo, permitindo consultas por tipo de ponto crítico e por localização, contribuindo para o planejamento de ações corretivas e para a gestão da infraestrutura viária no país.

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