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Geral Quarta-feira, 11 de Março de 2026, 19:53 - A | A

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FALTA UMA SEMANA

Nova lei que exige verificação de idade nas plataformas digitais entra em vigor no Brasil

Especialistas alertam que empresas que não se adaptarem podem enfrentar multas, restrições operacionais e até bloqueio de serviços

Assessoria de Imprensa

Empresas que operam plataformas digitais no Brasil têm pouco tempo para se adaptar a uma nova exigência legal. A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, entra em vigor no próximo dia 17 de março, estabelecendo regras mais rígidas para impedir o acesso de menores de idade a conteúdos inadequados na internet.

A nova legislação determina que aplicativos, redes sociais e serviços online adotem mecanismos efetivos de verificação de idade, substituindo modelos baseados apenas na autodeclaração do usuário, prática ainda comum em grande parte do ambiente digital.
A partir da entrada em vigor da norma, plataformas que não adotarem medidas adequadas de proteção poderão ser responsabilizadas, com penalidades que incluem multas proporcionais à receita, restrições operacionais e, em casos extremos, bloqueio de serviços no País.

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Para Leandro Kitamura, CEO da ProtegeID, empresa especializada em verificação etária, o curto prazo de adaptação representa um desafio para muitas empresas digitais. “Estamos a poucos dias da entrada em vigor da lei e muitas plataformas ainda não implementaram mecanismos reais de verificação de idade. Durante anos, a internet funcionou com base na autodeclaração, que é fácil de burlar. Agora, a legislação exige que as empresas adotem soluções mais robustas para comprovar a idade dos usuários”, afirma.

Segundo ele, a mudança deve impactar diretamente a dinâmica de aquisição e monetização de plataformas digitais. “Em testes preliminares realizados por empresas do setor, observamos que a introdução da verificação pode reduzir cadastros em até 50% quando implementada sem estratégia. Por isso, o desafio não é apenas cumprir a lei, mas fazê-lo de forma inteligente, equilibrando proteção, privacidade e experiência do usuário”, explica.

Mudança estrutural no ambiente digital
A nova legislação reforça a aplicação, no ambiente digital, do princípio de proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo é reduzir o acesso de menores a conteúdos impróprios e mitigar riscos associados à exposição precoce a ambientes online inadequados.

O tema ganhou destaque nacional nos últimos meses após denúncias sobre a chamada “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais e investigações envolvendo exploração da vulnerabilidade de menores em ambientes digitais. Para especialistas, o debate ajudou a acelerar a pressão por medidas mais concretas de proteção.

O papel da tecnologia na adaptação das plataformas
Nesse novo cenário regulatório, cresce a demanda por soluções tecnológicas voltadas à verificação etária. A ProtegeID, desenvolvida para o mercado brasileiro, combina estimativa de idade com inteligência artificial, validação documental e prova de vida para permitir que plataformas comprovem a idade dos usuários e atendam às exigências legais.

Kitamura explica que a tecnologia foi criada para atender às necessidades específicas das empresas digitais brasileiras. “Muitas soluções internacionais não conversavam com a realidade das empresas brasileiras, especialmente plataformas com grande volume de usuários. Criamos o ProtegeID para ajudar o empreendedor a cumprir a lei, reduzir riscos jurídicos e manter a saúde do negócio mesmo diante das novas exigências regulatórias”, diz.

O executivo também ressalta que a legislação se aplica a qualquer plataforma com usuários brasileiros, independentemente do país onde a empresa esteja sediada.

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