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Esportes Sexta-feira, 27 de Março de 2026, 08:47 - A | A

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ESPORTE E GÊNERO

COI proíbe participação de atletas trans em competições femininas

O anúncio do Comitê Olímpico Internacional diz que apenas esportistas biologicamente do sexo feminino serão aceitas nas disputas.

G1

O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma política para impedir a participação de mulheres trans em competições femininas.

Um teste genético vai determinar a elegibilidade de atletas na categoria feminina das Olimpíadas. Na prática, a medida afasta dos Jogos mulheres transgênero. O anúncio do Comitê Olímpico Internacional diz que apenas esportistas biologicamente do sexo feminino serão aceitas nas disputas.

Para Kirsty Coventry, primeira mulher a presidir o COI, as evidências científicas são bem claras: o cromossomo masculino cria vantagens em esportes que envolvem força, potência e resistência. A regra entra em vigor a partir da próxima edição dos Jogos, em Los Angeles, 2028.

O teste genético para mulheres será feito uma única vez na carreira, com amostras de saliva ou sangue. A ideia é identificar a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y. Esse gene inicia o desenvolvimento de características físicas masculinas ainda no útero da mãe. Quem testar positivo para esse gene não poderá participar da categoria feminina. O comitê afirma que a decisão saiu depois de um ano e meio de revisão de estudos científicos, consultas com especialistas de diversas áreas e uma pesquisa com mais de 1,1 mil atletas.

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A medida também se adequa à realidade do país que vai receber a próxima edição dos Jogos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 2025 uma ação executiva que proíbe mulheres trans no esporte feminino. Kirsty Coventry negou a influência de Trump na nova política de gênero do COI.

Até hoje, apenas uma competidora declaradamente transgênero participou das Olimpíadas: a neozelandesa Laurel Hubbard, do levantamento de peso, que acabou sem medalhas nos Jogos de Tóquio, em 2021. Pelas novas regras, Laurel seria encaminhada para a categoria masculina.

O comitê citou que pode abrir exceções para condições genéticas raras e atletas com distúrbios de desenvolvimento sexual, que podem ter cromossomos ligados ao sexo masculino, mas não se beneficiam do hormônio testosterona.

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