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Esportes Domingo, 03 de Maio de 2026, 17:44 - A | A

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FASE RUIM

Barros diz que empate teve “amargo” e admite dívida com a torcida do Cuiabá

Mesmo com as críticas, o treinador apontou um lado positivo no momento recente

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

O empate em 1 a 1 com o Criciúma, na Arena Pantanal, deixou mais do que dois pontos pelo caminho para o Cuiabá. Após ceder o gol nos acréscimos, o técnico Eduardo Barros não escondeu a frustração, classificou o resultado como “amargo”, reconheceu a dívida com a torcida e fez uma leitura mais ampla do momento da equipe, dividindo sua trajetória recente em ciclos.

O gol sofrido aos 48 minutos, em lance de bola parada, foi o principal ponto de incômodo do treinador. Para ele, o time tinha o jogo sob controle e falhou na reta final.

"A responsabilidade é coletiva. Jogadores, comissão e direção têm suas funções. A gente entende a insatisfação do torcedor. É um sentimento amargo, porque temos quatro jogos de invencibilidade, mas pontuamos menos do que imaginávamos, principalmente em casa", afirmou.

"Não dá para tomar gol aos 48 minutos. Era um jogo que precisava ser controlado. Faltou esfriar a partida, evitar a bola parada. Perdemos dois pontos importantes", completou.

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Apesar de reconhecer méritos do adversário, Barros reforçou que o cenário não indicava um empate inevitável.

"Não fomos pressionados a ponto de parecer inevitável o gol. O jogo estava controlado, e acabamos cedendo uma bola parada que aumentou o risco. É frustrante", admitiu.

O treinador também destacou a diferença de desempenho entre os tempos da partida. Segundo ele, o Cuiabá fez uma primeira etapa consistente, mas caiu de rendimento após o intervalo.

"Fizemos um primeiro tempo muito bom, neutralizando o Criciúma e criando as melhores chances. No segundo tempo, não conseguimos repetir o nível. Precisamos avaliar o que deixamos de fazer para manter a performance", comentou.

Com oito pontos somados — uma vitória, cinco empates e uma derrota — o Cuiabá ocupa a parte intermediária da tabela, mas ainda tenta encontrar regularidade. E, na avaliação do técnico, o desempenho como mandante tem pesado.

"Estamos em falta com o torcedor. Em casa, somamos três pontos em quatro jogos. Fora, temos cinco pontos em três partidas. É frustrante, porque muitos desses jogos estavam sob nosso controle", avaliou.

"O torcedor é o 12º jogador. Quando apoiou, a equipe respondeu. Mas também é natural a frustração. O sentimento de tristeza e raiva é legítimo", completou.

Ao ser questionado sobre o próprio trabalho, Eduardo Barros adotou um tom mais analítico e dividiu sua passagem recente pelo clube em etapas distintas.

"Eu vejo três ciclos nesse período. No ano passado, tivemos uma sequência de nove jogos de invencibilidade, sofremos com lesões e brigamos pelo acesso até a reta final", pontuou.

"Depois, houve uma remontagem de elenco, com uma equipe mais jovem no estadual, em um cenário de menor custo e de avaliação de atletas".

"Agora, estamos no terceiro ciclo, com a Série B. É um time que ainda está se consolidando. Esse grupo fez sete jogos juntos", concluiu.

Mesmo com as críticas, o treinador apontou um lado positivo no momento recente.

"Se olhar o copo meio cheio, são quatro jogos sem perder. Com uma vitória a mais, estaríamos com oito pontos em 12 nesse recorte, o que nos colocaria próximos do G-6", comentou.

Barros também revelou que o time tem enfrentado problemas importantes no elenco, com uma sequência de lesões que afetaram diretamente a formação.

"Perdemos quatro jogadores de uma rodada para outra. Hernandes teve lesão muscular, Vitor Mendes está com um traço de fratura na fíbula, o Otávio teve lesão no joelho e o Lorenzo também se machucou. São atletas que dariam peso à equipe. Isso impacta diretamente nas opções e no desempenho", afirmou.

O Cuiabá volta a campo no próximo sábado, fora de casa, contra o Athletic, tentando transformar desempenho em resultado e aliviar a pressão que começa a crescer.

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