É nos campos do cerrado brasileiro que estão os recursos necessários para o Brasil se tornar autossuficiente na produção de trigo. E Mato Grosso está entre os estados mais promissores para o plantio do cereal. Pesquisas feitas na região com algumas variedades de trigo mostram que é possível cultivá-lo em dois períodos ao longo do ano. As sementes lançadas em terras mato-grossenses também apresentaram qualidades comerciais comparadas às melhores do mundo.
Mato Grosso é mundialmente conhecido por sua produção agropecuária. Soja, milho e algodão então entre as culturas mais tradicionais no estado. No entanto, a região pode se tornar um grande produtor de trigo nos próximos anos. As condições para isso foram ressaltadas em estudos divulgados pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) e corroboradas por instituições como UFMT, Fapemat e Embrapa.
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Atualmente, Mato Grosso não tem um significativo cultivo de trigo. Dessa forma, apenas três estados brasileiros são responsáveis por 90% produção nacional: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No entanto, trabalhos científicos mostraram que em Mato Grosso pode-se ter trigo melhorador e branqueador, justamente por ser uma região de altas temperaturas, o que pode contribuir para que o país se torne autossuficiente.
“Acredita-se que com o aumento do cultivo em outros estados, o Brasil se torne autossuficiente no cultivo de trigo, sem a necessidade de importar de outros países, e também abrindo portas para a exportação. O cerrado brasileiro é uma alternativa para a produção de grãos de trigo em cultivo de sequeiro ou irrigado, pois é a primeira região a ser colhida no Brasil, o que pode garantir ao produtor melhor renda”, afirmam pesquisadores da empresa Moinho da Hilda.
Acreditando neste potencial, a empresa Moinho Hilda investe na construção de um moinho em Cuiabá. A estrutura deverá entrar em operação em 2022. As instalações estão em andamento no Distrito Industrial e terá capacidade para processar diariamente até 120 toneladas de trigo.
Hoje, o estado consome aproximadamente 140 mil toneladas de farinha de trigo e possui 150 mil hectares de pivô central para plantar o trigo irrigado, cuja produção tem uma qualidade comercial comparada aos melhores trigo do mundo.
As pesquisas feitas pela Empaer comprovaram viabilidade técnica e qualidade do cultivo do cereal plantado em Mato Grosso. Segundo os estudos, o trigo de Mato Grosso pode atingir de 300 a 500 na escala que mede a força de glúten, um teor classificado como “excelente” para uso na panificação.









