Com a aproximação do final do ano, a expectativa da população que mora na região Centro-Oeste é ficar mais endividada do que estavam no ano passado. O levantamento feito Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), a pedido da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mostra que grande parcela dos entrevistados dessa região acredita que estará do mesmo jeito que terminou 2022: apertando os cintos, ou em uma situação ainda pior.
62% dos entrevistados acreditam que vão ficar na mesma ou preveem um cenário pior até dezembro.
34% dos moradores da região Centro-Oeste esperam estar menos endividados e
3% não sabem avaliar ou não responderam a essa pergunta.
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O estudo foi realizado pelo Ipespe, entre 28 de agosto e 1° de setembro, com 2 mil pessoas, acima de 18 anos, de todas as regiões do país. A margem de erro máximo estimada é de 2,2% para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,5%.
O cenário mostra que a população não está conseguindo tirar o nome do vermelho ou caminha para ser inscrito no cadastro de inadimplentes. Para contornar a situação, o Governo Federal lançou o programa Desenrola Brasil para ajudar os quase 70 bilhões de brasileiros que estão negativados.
A pesquisa também quis saber se a população sabe da existência do programa para ajudar a sair das dívidas. O levantamento publicado em setembro mostra um crescimento de 45% em julho para 70%. A região Centro-Oeste caminha no mesmo sentido, com 73% dos entrevistados sabendo da existência desse meio, mas 27% ainda não fazem ideia do que seja o Desenrola.
O mesmo público foi questionado se pretende participar do programa do governo:
72% disseram que pretende ou já aderiram à forma de negociação de débitos
27% não têm interesse e
1% não soube ou não respondeu ao questionamento.
SITUAÇÃO EM CUIABÁ
Cuiabá atingiu o maior percentual de pessoas endividadas no mês anterior. Segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional de Comerciário de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em agosto o índice de envidados chegou a 87,2% , mais de 12% do que comparado ao ano anterior onde o percentual chegou a 74,4.
O índice registrado no mês anterior foi o maior até o momento em 2023.








