A economia mato-grossense gerou 1.887 novos postos de trabalho em outubro, alcançando a marca de 891.641 pessoas trabalhando com carteira assinada em Mato Grosso. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira, 28 de novembro.
O saldo do mês é resultado de 50.197 contratações contra 48.310 desligamentos. No ano, o número total de admissões soma 536.188, ao passo que 478.691 trabalhadores foram desligados. Desta forma, foram criadas 57.497 novas vagas de trabalho desde o início de 2023.
- FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
Apesar de o resultado de outubro ser positivo, ele representa uma diminuição no ritmo de crescimento do emprego em relação aos meses anteriores. O resultado de outubro representa o menor saldo de empregos desde março.
No mês anterior, setembro, Mato Grosso criou 4.410 novos empregos, apresentando o melhor desempenho entre os estados do Centro-Oeste. Já em outubro, Mato Grosso ficou com o terceiro lugar na geração de empregos no Centro-Oeste, ultrapassado pelo vizinho Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal.
Por outro lado, o resultado de outubro representa um grande crescimento na comparação com o mesmo mês de 2022, quando Mato Grosso criou apenas 800 postos de trabalho.
O município de Várzea Grande foi o responsável pelo maior saldo de empregos formais em Mato Grosso no último mês. Foram 677 vagas criadas, resultado de 3,2 mil admissões e 2,5 mil demissões. Com isso, o estoque total de pessoas com carteira assinada chegou a 51,2 mil na cidade.
Capital do estado, Cuiabá ficou em segundo lugar no saldo de empregos, com 514 novos postos de trabalho. Na sequência aparecem Sinop (462), Rondonópolis (406) e Água Boa (153).
POR SETORES
Levando em conta os cinco setores analisados pelo Novo Caged, Mato Grosso teve saldo positivo em três. Foram 1.078 vagas criadas no setor de Comércio, 842 em Serviços e 409 em Indústria. As variações negativas foram registradas na Agropecuária, que fechou 305 postos de trabalho, e na Construção, com -139.
DADOS NACIONAIS
O Brasil fechou outubro de 2023 com um saldo de 190.366 vagas formais de trabalho. No período, houve 1,94 milhão de admissões e 1,75 milhão de desligamentos. São mais de 30 mil empregos a mais do que os gerados em outubro de 2022. Desde o início do ano, o país acumula saldo de quase 1,8 milhão de empregos formais. A variação em dez meses é positiva nos cinco grandes setores da economia e nas 27 unidades da Federação.
Os dados do Novo Caged indicam também que o estoque total, ou seja, o número de brasileiros que estavam trabalhando com carteira assinada em outubro de 2023, chegou a 44,22 milhões, o maior já registrado na série histórica levando em conta tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020). Em outubro, a variação foi positiva em quatro dos cinco setores e em 26 das 27 unidades federativas.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 109.939 postos formais de trabalho. Destacam-se áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de 65.128).
A Agropecuária foi o único setor que gerou saldo negativo (-1.656), decorrente da desmobilização do café (-2.850), do cultivo de alho (-1.677), de batata-inglesa (-1.233) e de cebola (-1.138), que superaram o aumento na Produção de Sementes (+4.088).
SALÁRIOS
Segundo dados do governo federal, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.029,33, apresentando estabilidade com redução de R$ 5,18 (-0,3%) em comparação com o valor corrigido de setembro (R$ 2.034,51). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ganho real foi de R$ 16,34 (0,8%).







