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Economia Terça-feira, 14 de Maio de 2024, 20:37 - A | A

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SETOR FLORESTAL

MT participa de intercâmbio para atração de investimentos chineses

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

O setor de base florestal de Mato Grosso participou nesta segunda-feira, 13, de um jantar de intercâmbio para promoção e atração de investimentos chineses de Macau e Hengqin, organizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (Ipim). O encontro ocorreu no Hotel Pullman, em São Paulo. O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) foi representado pelo vice-presidente Zico Sigfrid Kirsch, que participou do evento oficial com a missão de alinhar uma ação para aproximar os empresários mato-grossenses com os compradores chineses.

"Esse foi um encontro muito importante. Ficou definido que, para estabelecer um laço comercial com a China, precisamos de um certificado que garanta a origem da matéria-prima dos produtos florestais. Da mesma forma, os compradores precisam possuir este certificado para adquirir os produtos. Essa garantia, fornecida pelo Ipim, visa evitar quaisquer problemas futuros nos negócios", enfatizou Sigfrid, lembrando que o setor florestal de Mato Grosso é o único estado da federação que possui a rastreabilidade em toda a cadeia produtiva de madeira nativa e que nesse sentido foi lançado a Norma Prática Recomendada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) PR 1020 - Manejo de floresta tropical nativa, que irá contribuir para atestar a certificação de origem dos produtos mato-grossenses junto ao mercado chinês.

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O vogal executivo do Ipim, Sam Lei ressaltou que o Brasil é o maior parceiro da China na América Latina e possui uma base forte de comércio com Macau. Também afirmou que a Plataforma de Serviços entre a China e os países de língua portuguesa é uma das prioridades de Macau, com o objetivo de apoiar o comércio e promover os produtos das pequenas e médias empresas desses países junto à China, além de atrair empresários brasileiros para estabelecerem seus negócios em Macau.

San Lei explicou que o Ipim disponibiliza sua plataforma para que as empresas dos países de língua portuguesa promovam seus produtos, criando uma zona de conexão com a China e compartilhamento de resultados. "Atuamos como ponto de entrada para o comércio por meio de eventos e cooperação entre os países, dessa forma encontramos parceiros possibilitando o acesso ao vasto mercado chinês", enfatizou San Lei.

Alvin Fong, presidente da Empresa de Tecnologia e Investimento de Macau, pontuou que, para a plataforma de negócios do Ipim realizar a aproximação entre empresários e compradores chineses, é necessário que o produto a ser comercializado obtenha uma identidade digital, que pode ser um QR Code, capaz de certificar os dados entre as empresas e garantir a origem dos produtos junto à China.

"O mercado chinês é exigente quanto à procedência dos produtos, e ajudamos as empresas a se conectarem ao mercado chinês por meio da criação de um certificado que garante a boa referência dos produtos. Após essa base consolidada, os negócios poderão ser realizados através da rede com uma conexão exata e segura direto com os compradores de oito províncias da China", explicou Alvin Fong. Ele acrescentou que a Empresa de Tecnologia e Investimento também poderá oferecer serviços financeiros às empresas credenciadas, facilitando os serviços bancários, acelerando a eficiência dos trabalhos e promovendo o desenvolvimento de negócios entre os países de língua portuguesa.

Também participaram do encontro o cônsul-geral da República Popular da China em São Paulo, Yu Peng, além de representantes da Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex Brasil), da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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