Lançado nessa quarta-feira (28), o programa ‘Mais MT’ deve gerar mais de 52,4 mil empregos no estado com o investimento de R$ 9,5 bilhões em 12 áreas em Mato Grosso. Dos setores que mais abrirão oportunidades de trabalho estão o da construção civil (40.400) e do comércio (4.642), segundo estimativa feita pela Secretaria de Estado de Fazenda, com base na metodologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) utilizada para cálculo de impactos de investimentos na geração de empregos.
Conforme a previsão da Secretaria de Fazenda, a construção civil será a principal beneficiada na abertura de postos de trabalhos até 2022. Dentro do programa de investimentos para esse setor estão previstas obras de infraestrutura, com pavimentação asfáltica, construção de pontes e habitação populares.
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Para o Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), a iniciativa do programa é boa, caso seja concretizada.
“O programa será bom desde que tenha começo, meio e fim. Para isso, ele deve continuar sendo tratado não como um projeto de governo e sim de Estado. Além disso, o programa, para dar certo, tem que ter o envolvimento da Caixa Econômica e o setor da construção desde o princípio da sua formatação”, ressalta Fausto Richard Echer, diretor de Obras do Sinduscon-MT.
A construção civil é um dos setores que mais empregou durante a pandemia. Parte dessas contratações foi possível devido à redução da taxa de juros e abertura de créditos financeiros, que mantiveram aquecido o mercado imobiliário no país. O anúncio de mais investimentos no setor pelo governo aumentou a expectativa de melhores resultados na geração de emprego durante o processo de retomada econômica.
“Com um programa desse nível de Estado, a geração de emprego é evidente. A cada um emprego direto na construção, são criados cinco indiretos. Essa iniciativa vem em um momento em que o estado necessita de uma transformação, em que está saindo do estágio manufatura e indo para a industrialização. Sabemos que o agro é o que fomenta o estado e faz os demais setores rodar, mas é pela construção civil que se consegue fazer efetivar um programa desse tamanho”, observa Fausto.
Além das vagas estimadas para a construção civil e comércio, também estão previstos novos empregos relacionados a serviços de arquitetura, engenharia, testes/análises técnicas, pesquisa e desenvolvimento (2.998); na fabricação de máquinas, equipamentos, móveis e produtos de indústrias diversas (2.232); e no desenvolvimento de sistemas e outros serviços de informação (2.132).
“É um número gigantesco de empregos que estão sendo gerados nas obras públicas, na construção de hospitais, rodovias, nos investimentos na área do turismo e em todos os investimentos que nós faremos. Teremos uma capacidade gigante de gerar empregos”, pontuou o governador Mauro Mendes (DEM).
De acordo com Mauro, a maior parte desses investimentos já está com dinheiro garantido em caixa. “O governo do Estado passou os últimos dez anos no prejuízo, no vermelho. Ou seja, gastando mais do que arrecadava. Desde 2009 Mato Grosso gasta mais do que arrecada. Mas em 2019 foi o primeiro ano, depois de dez anos, que Mato Grosso fechou no azul. Ou seja, sobrou dinheiro. E é esse dinheiro que sobrou que vamos usar para fazer escolas, rodovias e hospitais”, completou.
Qualificação é um desafio à parte
A previsão de abertura de 52,4 mil vagas de emprego só em Mato Grosso até 2022 é vista como um desafio para instituições que promovem qualificação e seleção de candidatos. A questão gira em torno da urgência com que se dará as contratações e o grau de qualificação que será necessário para as vagas que serão abertas.
“Esse não é um desafio fácil, pois empregar mais de 50 mil pessoas de forma súbita em um ano e em vagas que requerem qualificação profissional é um desafio dentro do desafio de executar um programa de investimento tão robusto como este”, alerta Gustavo de Oliveira, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).
Para que ocorra o preenchimento das vagas de forma imediata, a disponibilidade do candidato em se profissionalizar é urgente.
“O programa gerará empregos distribuídos em diversas áreas, muitos deles na construção civil e pesada, mas também teremos empregos mais especializados, como em inteligência de mercado, cadeia de fornecimento, logística, dentre outras”, destaca Gustavo de Oliveira.
Algumas entidades já planejam expandir os programas capacitações, para atender à demanda que está por vir.
“É possível que tenhamos que fazer um grande esforço de capacitação para preencher essas vagas, conforme eles forem surgindo. O Sistema Fiemt, por meio do IEL e Senai está pronto para esse desafio”, concluiu Gustavo.









