A inflação do mês de outubro deve ficar próxima do que foi a prévia, divulgada no dia 25 de outubro, quando ficou em 0,16%. A expectativa de analistas do mercado era que a inflação cheia do mês de outubro ficaria entre 0,05% e 0,10%, porém, a tendência é que o IPCA repita o IPCA-15.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mede o preço de produtos e serviços como habitação, alimentação e bebidas, dentre outros. Ele pega os dados do mês cheio. Já o IPCA-15 coleta dados a partir da metade do mês anterior até a metade do mês atual.
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“É um sinal de crescimento da inflação, mas também é de estabilização, porque teve queda em agosto e setembro. Outubro deve ficar estabilizado muito próximo de 0. O impacto maior já vai aparecer no IPCA-15 de novembro, por conta das paralisações e bloqueios, em novembro deve ser maior do que outubro”, afirma o economista Vivaldo Lopes.
O especialista também acrescenta que os bloqueios nas rodovias de Mato Grosso ou paralisação dos caminhoneiros já provocaram aumento de preços de algumas mercadorias que já estão escassas, incluindo medicamentos e alimentação. Portanto, quando o IBGE divulgar o IPCA-15 no final desse mês, mais efeitos da paralisação devem ser sentidos.
Os bloqueios e paralisações colocam um desafio a mais para a equipe do Banco Central, que previa encerrar o ano com estabilidade na economia. Porém, algumas consultorias já revisaram a previsão da inflação de 2022 para cima. Antes, a expectativa era de que a inflação encerrasse o ano em 5,5%.
No entanto, o mercado financeiro já revisou a expectativa duas vezes, chegando em 5,63%, deixando o IPCA ainda mais longe do teto da meta estabelecido pelo Banco Central. A meta da inflação deste ano é de 3,5% e poderia ser considerada cumprida se encerrasse entre 2% e 5%. Apesar de a inflação voltar a subir, Vivaldo não acredita que o Bacen irá aumentar a Selic.
O Comitê de Política Monetária (Copom) vai se reunir no começo de dezembro. “A minha leitura é que o Banco Central vai manter a Selic em 13,75% e esperar até março de 2023 para ver a movimentação com a nova equipe econômica”, conclui Vivaldo.















