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Economia Quinta-feira, 28 de Outubro de 2021, 08:00 - A | A

Quinta-feira, 28 de Outubro de 2021, 08h:00 - A | A

AVANÇO DA INFORMALIDADE

Contratações são retomadas, mas com salários menores

Priscilla Silva

Repórter | Estadão Mato Grosso

Quase 3,4 milhões de brasileiros que estavam desempregados conseguiram uma ocupação no trimestre encerrado em agosto. A volta desse grupo ao mercado de trabalho fez com que o número de pessoas ocupadas chegasse a 90,2 milhões, ou seja, mais da metade de população em idade para trabalhar (50,9%) está empregada. Só que o retorno ao trabalho teve um custo adicional aos recém-ocupados: a qualidade das funções e os salários caíram.

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Entre junho e agosto, o rendimento médio real dos trabalhadores caiu 4,3% frente ao trimestre encerrado em maio. Comparado ao mesmo período de 2020, a redução do rendimento médio dos trabalhadores chega a 10,2%, ficando em R$ 2.489. Foram as maiores quedas percentuais da série histórica, segundo o IBGE.

“A queda no rendimento está mostrando que, embora haja um maior número de pessoas ocupadas, nas diversas formas de inserção no mercado e em diversas atividades, essa população ocupada está sendo remunerada com rendimentos menores. A ocupação cresce, mas com rendimento do trabalho em queda”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Os números do mercado de trabalho no Brasil fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), com dados do trimestre terminado em agosto. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (27).

A informalidade também tem superado recordes nesta pandemia de covid-19. Essa categoria de ocupação inclui trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores familiares auxiliares.

“Parte significativa da recuperação da ocupação deve-se ao avanço da informalidade. Em um ano, a população ocupada total expandiu em 8,5 milhões de pessoas, sendo que desse contingente 6 milhões eram trabalhadores informais”, explica Beringuy.

“Embora tenha havido um crescimento bastante acentuado no período, o número de trabalhadores informais ainda se encontra abaixo do nível pré-pandemia e do máximo registrado no trimestre fechado em outubro de 2019, quando tínhamos 38,8 milhões de pessoas na informalidade”, acrescenta.

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Na comparação entre os levantamentos trimestrais, a taxa de desocupação (13,2%) caiu 1,4 ponto percentual ante o trimestre terminado em maio (14,6%). Hoje, a falta de trabalho atinge 13,7 milhões de brasileiros, o que significa que 1,1 milhão de pessoas retornaram ao mercado de trabalho desde maio.

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