Abastecer com etanol não é vantajoso em nenhuma capital brasileira, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em nenhuma capital o biocombustível custa menos que 70% do preço da gasolina, patamar considerado referência para vantagem econômica pelos motoristas.
Com exceção de Campo Grande (MS), onde o preço do etanol equivale a 70,5%, em todas as demais capitais o percentual ultrapassa 71%. Em São Paulo, o biocombustível representa 72,82% do preço da gasolina. Já em Cuiabá, capital do segundo maior produtor de álcool combustível do país, o percentual chega a 74,88% (veja o ranking abaixo).
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Para o cálculo da relação entre os combustíveis, foram utilizadas informações apuradas pela própria reportagem, já que o levantamento da ANP não captou os preços mínimo e máximo dos postos de Cuiabá. Conforme apuração do Estadão Mato Grosso, o etanol é encontrado por até R$ 4,79, com registros também de R$ 4,77. Em alguns postos de bandeira branca, o biocombustível chega a R$ 4,29.
Em valores absolutos, Cuiabá também perdeu o posto de etanol mais barato do país. Segundo a ANP, Campo Grande apresenta o menor preço médio, de R$ 4,16. Cuiabá aparece na 9ª posição, com preço médio de R$ 4,77, conforme levantamento da reportagem. O maior valor é registrado em Macapá (AP), onde o litro do etanol custa, em média, R$ 5,89.
Campo Grande também lidera o ranking da gasolina mais barata entre as capitais, com preço médio de R$ 5,90. Cuiabá ocupa a 15ª posição, com o litro vendido a R$ 6,37, segundo apuração do Estadão Mato Grosso. Já Rio Branco (AC) tem a gasolina mais cara do país, com preço médio de R$ 7,27.
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