O mês de novembro trouxe um leve aumento no número de famílias endividadas em Cuiabá. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 175,8 mil famílias na capital estão com dívidas parceladas, o que representa 84,7% do total. A variação foi de apenas 0,3 ponto percentual em relação a outubro, mas o índice está 4,8 pontos percentuais menor quando comparado ao mesmo período de 2023, quando 183,6 mil famílias enfrentavam essa condição.
O cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida entre as famílias cuiabanas, representando 80% do total, seguido por carnês (26,7%). Outros tipos de financiamento, como de carro (5,6%) e casa (4,2%), aparecem em menor escala, junto com crédito pessoal (3,8%), consignado (3,2%) e cheque especial (1,3%).
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Em relação à inadimplência, o número de famílias com contas em atraso subiu de 36,7 mil em outubro para 38,9 mil em novembro. Apesar disso, no comparativo anual, houve uma redução significativa. Em novembro de 2023, 44,7 mil famílias estavam inadimplentes, o que indica um recuo de 13% em 12 meses.
Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, os dados ajudam empresários e comerciantes a planejar estratégias de negócios.
"A verificação do endividamento e da inadimplência é importante para compreender as tendências de gastos das famílias e, por consequência, do aquecimento econômico, assim como entender se elas estão tendo condições de arcar com as dívidas. A pesquisa auxilia os comerciantes a tomarem as melhores decisões à frente dos seus negócios", destacou Wenceslau Júnior.
EXPECTATIVAS
Entre as famílias com contas atrasadas, 38% acreditam que conseguirão quitar parcialmente suas dívidas no próximo mês, enquanto 35,7% estão otimistas em relação à quitação total. Contudo, três em cada dez famílias afirmaram ter entre três a seis meses comprometidos com dívidas.
O presidente da Fecomércio-MT explica que, embora o aumento no número de famílias endividadas seja comum no fim de ano devido às compras natalinas, a redução no número de inadimplentes aponta para uma maior capacidade de pagamento.
"O aumento no número de famílias endividadas é comum neste período do ano, o que acaba elevando o índice de inadimplência. Ainda assim, observa-se uma diminuição considerável de inadimplentes, o que reflete em uma melhor condição das famílias cuiabanas em arcar com as dívidas", concluiu Wenceslau Júnior.
CENÁRIO NACIONAL
Em nível nacional, a proporção de endividados subiu de 76,9% em outubro para 77% em novembro, segundo a CNC. A alta reflete o maior uso do crédito para compras de fim de ano, mas também uma gestão mais cautelosa do orçamento, já que o índice de famílias que se consideram muito endividadas caiu para 15,2%, o menor desde novembro de 2021.
Esses dados sugerem que, apesar dos desafios, as famílias brasileiras estão conseguindo equilibrar melhor suas finanças, o que pode contribuir para um aquecimento econômico no período de festas.












