Mato Grosso é o estado que mais precisa investir em saneamento básico até 2033. O prazo é uma das exigências do novo Marco Legal do Saneamento Básico, que visa a universalização dos serviços no Brasil. A ausência de saneamento básico no país gera prejuízos econômicos e sociais, além da desvalorização imobiliária. No estado, para atingir as metas da nova lei, Mato Grosso precisaria investir mais de R$ 4,7 mil por habitante entre 2018 e 2033, aponta pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil.
Até 2018, dos 3,4 milhões de habitantes de Mato Grosso, 89% tinham acesso à água potável e apenas 36% possuía coleta de esgoto. Os dados são de um estudo feito pelo Instituto Trata Brasil com a GO Associados, publicado neste mês de novembro. Ele revela quais são as necessidades de investimentos no país para cumprir o novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020).
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Sancionado em julho deste ano, o novo Marco estabelece metas a serem alcançadas até 2033 e amplia a participação do setor privado em serviços de saneamento básico no país. De acordo com a lei, dentro desse período, 99% da população brasileira deverá ser atendida com água tratada em suas residências, sendo que 90% dela terá serviços de coleta e tratamento de esgoto.
Entretanto, a pesquisa mostra que 17 unidades da Federação têm média histórica de investimentos muito abaixo do previsto para atingir a universalização dos serviços dentro do prazo. Uma delas é Mato Grosso, que é apontado como o estado com mais necessidade de investimento per capita. “Seu investimento entre 2014 e 2018 supriu apenas 19% da necessidade de investimentos per capita para a universalização”, ressalta o instituto.
Pelos cálculos do instituto, o investimento per capita em Mato Grosso, entre 2018 e 2033, seriam de R$ 4.766 por habitante, para atender às metas da lei.
“Em média, a renda mensal da população que mora em residências com saneamento é cerca de 2,85 vezes maior em comparação àquelas que não têm acesso nas dez maiores cidades de Mato Grosso, o que demonstra a necessidade de universalização do saneamento para melhoria da saúde e qualidade de vida da população”, ressalta a pesquisa.
Compõem a lista dos dez maiores municípios de Mato Grosso: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Barra do Garças. Juntas, elas representam 50,22 % da população do estado.









