Imagens que o Estadão Mato Grosso teve acesso nesta quarta-feira, 06 de maio, mostram a troca de mensagens entre um grupo de estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que fez um ranking das universitárias mais “estupráveis” do campus, em Cuiabá.
Em um dos trechos divulgados, um dos envolvidos afirma: “na minha sala tem uma com piercing na boca. Vou molestar”. A mensagem recebeu respostas com risadas. Em seguida, o mesmo estudante propõe: “bora depois fazer ranking de alunas mais estupráveis dos nossos cursos”, recebendo concordância do interlocutor.
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O foco dos comentários seriam principalmente calouras dos cursos de Direito, Engenharia e Ciências da Computação. Após a repercussão do caso, um estudante do curso de Direito apontado como autor das mensagens foi suspenso pela universidade.
O caso gerou forte mobilização dentro da UFMT. Estudantes realizaram protestos no campus e espalharam cartazes com frases como “misoginia também é violência”, “silêncio protege estupradores” e “estudantes contra a misoginia”.
Diante da repercussão, entidades acadêmicas e jurídicas também se manifestaram. O Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) divulgaram notas de repúdio cobrando responsabilização dos envolvidos.
Uma audiência foi realizada entre terça e quarta-feira (5 e 6) para discutir as denúncias e definir os próximos encaminhamentos do caso.













