A morte de Cecília Emanuele de Melo, de 5 anos, em decorrência de meningite do tipo B, em Sinop, elevou a preocupação com a circulação da doença e reacendeu o debate sobre o acesso à prevenção, já que a vacina contra essa variante não integra a oferta gratuita do Sistema Único de Saúde (SUS) e custa cerca de R$ 800 na rede privada. A morte cerebral da criança foi confirmada pela família na manhã de segunda-feira (21).
Além do caso da menina, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou uma segunda ocorrência no município. Conforme o órgão, há vínculo epidemiológico entre os pacientes, uma vez que pertencem ao mesmo núcleo familiar e tiveram contato próximo.
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Diante da situação, equipes de saúde iniciaram o monitoramento de pessoas expostas e adotaram quimioprofilaxia, com medicação preventiva para contatos próximos, como medida para conter eventual transmissão.
Como resposta emergencial, a Unidade Básica de Saúde José Ramos Pereira Zequinha, a Vindilina II, foi aberta nesta terça-feira (21) para atendimento exclusivo de estudantes, familiares e demais pessoas que tiveram contato direto com a criança. A escola onde Cecília estudava também teve as aulas suspensas até sexta-feira (24) para procedimentos de higienização.
A prefeitura informou ainda que as vacinas ofertadas pelo SUS para outros tipos de meningite seguem disponíveis normalmente na rede pública.
Autoridades de saúde orientam atenção a sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e sensibilidade à luz. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.
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