A pequena Eloah Vitória, de apenas dois anos, enfrenta uma batalha contra um câncer, neuroblastoma metastático na medula, grau quatro e de alto risco. Diagnosticada em março de 2025, ela iniciou o tratamento em Cuiabá, mas, diante da resistência da doença às quimioterapias, a família precisou buscar novas alternativas em Barretos (SP), onde está internada desde maio. Atualmente, Eloah segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), à base de morfina para suportar as dores constantes.
Em outubro, os médicos informaram que o tumor voltou a crescer rapidamente, agravando o quadro. Diante disso, o único tratamento que oferece esperança é a imunoterapia com o medicamento Qarziba, que não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e cada ciclo custa R$ 290.859,81.
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“Mais difícil do que receber a notícia de que minha filha tem câncer foi ouvir que as quimioterapias pararam de funcionar e que o tumor voltou a crescer rapidamente. Ela já passou por UTI, está com dores intensas e o único tratamento disponível que pode ajudar é a imunoterapia”, afirmou Nathalia Camargo, a mãe de Eloah.
Segundo Nathalia, uma ação judicial movida para garantir o fornecimento do medicamento foi negada, sob o argumento de que Eloah ainda não realizou o transplante de medula, nem tem uma data marcada para o procedimento. A decisão judicial, segundo ela, se baseia no entendimento de que a criança ainda não apresentou resposta parcial à quimioterapia que viabilizasse o transplante.
“Agora, mais do que nunca, ela precisa desse tratamento para potencializar o efeito da quimioterapia e curar minha filha. Porque senão, aí sim, ela não vai ter opções”, desabafou.
A mãe lamenta o posicionamento da Justiça e a falta de acesso à imunoterapia no país, porque não é apenas Eloah que precisa desse tratamento, existem mais crianças dependendo disso.
“É uma vergonha, porque fora do Brasil a imunoterapia já é feita junto com a quimioterapia, sem toda essa burocracia. É um tratamento insubstituível contra o neuroblastoma de grau 4, e aqui a vida da minha filha depende disso. É muito triste saber que tudo depende de uma decisão judicial”.
Nathalia conta que a família tinha esperança de uma decisão favorável, já que o processo estava em tramitação há meses. “A gente sabia que era difícil, mas não sabia que seria tanto. Pelo que a gente soube, não há casos de crianças no Brasil que tenham conseguido o medicamento na Justiça sem antes fazer o transplante”, afirmou.
Sem poder esperar a decisão da Justiça, a família se mobilizou para comprar o primeiro ciclo do medicamento. Segundo Nathalia, a avó de Eloah foi quem conseguiu o valor necessário, mesmo sem condições financeiras.
“A minha mãe comprou esse primeiro ciclo. Literalmente rasgou tudo que tinha nas costas. Fez empréstimo no banco, pegou dinheiro emprestado com as pessoas, tudo por conta do risco que minha filha estava correndo”, contou emocionada.
A situação de Eloah é delicada: o tumor se espalhou e pode atingir a coluna, o que colocaria em risco sua capacidade de andar. Também há o risco de comprometimento de órgãos vitais, o que dificulta a possibilidade de uma cirurgia de transplante.
Apesar das dificuldades, Nathalia afirma que a família não vai desistir. Uma nova advogada assumiu o caso para tentar reverter a decisão judicial, apresentando laudos que comprovam a melhora clínica de Eloah.
“Ela teve redução de mais de 80% da lesão e chegou a estar com a cirurgia marcada. Vamos tentar contra-argumentar com essas comprovações, porque ainda acreditamos na cura”, afirmou.
Mesmo assim, o desafio financeiro continua. A arrecadação, que inicialmente buscava custear os dois primeiros ciclos de imunoterapia até a decisão judicial, agora se tornou essencial para garantir a continuidade do tratamento.
“É difícil, mas não é impossível. A gente só precisa de ajuda para que ela não fique sem o remédio até que tudo se resolva”, explicou.
Com o valor arrecadado pela família, Eloah iniciou o primeiro ciclo da imunoterapia nesta quarta-feira, 5 de novembro, em Barretos. Segundo Nathalia, o tratamento trouxe reações intensas, como febre e vermelhidão pelo corpo, além do agravamento das dores. “Ela está bem ruinzinha, ainda sente muita dor. A imunoterapia causa reação forte, mas é a única esperança que temos”, relatou a mãe.
Uma campanha solidária segue ativa para arrecadar recursos e custear os próximos ciclos do medicamento, que ultrapassam R$ 290 mil cada. A família espera sensibilizar a sociedade para que Eloah tenha a chance de continuar o tratamento e lutar pela vida.
“A luta está ainda maior agora, mas a gente não vai desistir. Toda ajuda faz diferença para salvar a minha filha”, reforçou Nathalia.
Doações podem ser feitas pelo Pix: [email protected]
Qualquer valor pode ajudar a dar uma nova chance à pequena guerreira Eloah. E pra quem quiser conhecer um pouco mais dessa história é só acompanhar o Instagram da mãe de Eloah: @nathcamarg

















