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Cidades Terça-feira, 06 de Dezembro de 2022, 13:57 - A | A

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INVASÃO NO FLORAIS

Advogado quer que delegado faça exame toxicológico e entregue arma

Da Redação

Redação | Estadão Mato Grosso

O advogado Rodrigo Pouso, que defende a família da empresária que teve a casa invadida pelo delegado Bruno França Ferreira, no final do mês de novembro, pediu que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil faça a retenção da arma do policial, além de pedir que ele realize exames toxicológicos. As informações são do VGN.

A invasão da residência ocorreu na noite do dia 28 de novembro, por volta das 21h40. Imagens das câmeras de segurança da residência mostram o delegado e outros três policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE), invadindo a casa e ameaçando ‘estourar’ a cabeça da empresária no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.

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Na ação, uma criança de 4 anos ficou aterrorizada com os gritos do delegado, que chegou ao local com arma em punho, mandando todos se deitarem no chão e proferindo xingamentos. Para o advogado, foi uma noite de terror para seus clientes, que foram surpreendidos com uma ‘operação’ sem ordem judicial, já tarde da noite.

Já na delegacia, o delegado também proferiu diversos xingamentos contra o advogado, segundo transcrição trazida pelo VGN. Além disso, após a discussão entre advogado e delegado, Bruno França teria ‘desaparecido’ de forma misteriosa antes mesmo de lavrar o auto de prisão em flagrante, já que alega que essa seria a situação.

Para o advogado, o delegado agiu de forma “proibida, ilegal, com total abuso de autoridade, brutalidade, descontrole, despreparo profissional, e com agressividade extrema, cometendo os possíveis crimes, na seara penal, de abuso de autoridade, invasão de domicílio, exercício arbitrário das próprias razões, injúria, tortura psicológica, cárcere privado e associação criminosa”.

Conforme a versão do delegado, ele agiu de tal forma porque seu enteado tem uma medida protetiva contra a empresária, a qual ela teria descumprido. No dia do fato, narrou o delegado em nota à imprensa, a empresária teria ido até uma quadra onde o adolescente estava e começou a injuriá-lo, sendo que este ligou para Bruno. Após a repercussão, o delegado foi afastado de suas funções.

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