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Brasil Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2021, 21:00 - A | A

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2021, 21h:00 - A | A

ALVO DE ATAQUES

PF abre inquérito para apurar ameaças a integrantes da Anvisa

G1

A Polícia Federal do Distrito Federal abriu investigação para apurar ameaças em redes sociais a diretores e servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a PF, as diligências já se iniciaram.

O inquérito foi aberto na última quarta-feira (15), um dia antes de a agência ter autorizado a vacinação contra a Covid de crianças de 5 a 11 anos, fator que motivou o recrudescimento das ameaças.

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Nesta segunda-feira (20), segundo a TV Globo apurou, diretores da Anvisa receberam por e-mail novas ameaças.

As ameaças a integrantes da agência se sucedem desde novembro, mas se intensificaram após a reunião em que a entidade autorizou o uso de doses pediátricas da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.

Poucas horas depois, em transmissão ao vivo por uma rede social para apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro contestou a decisão da agência e disse que pretendia divulgar os nomes dos diretores e do "tal corpo técnico" que aprovaram a vacinação de crianças contra a Covid.

Neste domingo (19), a Anvisa pediu apuração da autoria das ameaças em ofícios enviados ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal e à superintendência da PF no Distrito Federal (vídeo abaixo).

 

Nos ofícios, os diretores da Anvisa dizem que foram "surpreendidos com publicações nas mídias sociais na 'internet' de ameaças, intimidações e ofensas por conta da referida decisão técnica".

"Esses fatos aumentaram a preocupação e o receio dos Diretores e servidores quanto à sua integridade física e de suas famílias e geraram evidente apreensão de que atos de violência possam ocorrer a qualquer momento", diz o pedido de investigação.

A Associação de Servidores da Anvisa e o próprio diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, repudiaram as ameaças. Em nota divulgada na sexta, assinada por Barra Torres e pelos diretores do órgão, a Anvisa disse que está no foco e no alvo do ativismo político violento e que repele "com veemência" qualquer ameaça.

"A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explicita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão", declararam.

Também em nota, a associação de servidores da Anvisa (Univisa) disse que "repudia qualquer ameaça proferida contra o corpo técnico da Anvisa, bem como quaisquer tentativas de intervenção sobre o posicionamento da autoridade sanitária que não advenham do debate estritamente científico e democrático".

Nesta segunda-feira, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) e a Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (Conacate) manifestaram apoio e solidariedade à Anvisa e aos servidores do órgão.

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