O Senado aprovou na terça-feira (3) a Medida Provisória que cria o programa Gás do Povo, do governo federal. A votação foi simbólica, sem registro nominal, após a matéria ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de segunda-feira (2).
Apesar do formato da votação, os três senadores de Mato Grosso — Jayme Campos (União Brasil), Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) — se posicionaram favoravelmente à proposta. Na Câmara, a matéria também contou com apoio da maioria dos deputados federais mato-grossenses, inclusive parlamentares da oposição bolsonarista.
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Nas redes sociais, Jayme Campos defendeu a iniciativa. “Mais dignidade na mesa e menos peso no bolso das famílias brasileiras. A medida amplia o acesso ao gás de cozinha, aliviando o orçamento doméstico e reforçando o compromisso com políticas públicas voltadas à justiça social e à segurança alimentar”, afirmou. Margareth Buzetti e Wellington Fagundes não se manifestaram publicamente sobre a votação.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta atender 15,5 milhões de famílias a partir de março de 2026. Em 2023, cerca de 5,6 milhões eram beneficiadas pelo programa.
A medida provisória altera o nome do programa Gás dos Brasileiros para Gás do Povo e prevê o fim do pagamento em dinheiro a partir de 2027. Pelo novo modelo, o benefício será concedido por meio da retirada gratuita de botijões em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O texto estabelece que as famílias beneficiadas devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda mensal per capita de até meio salário mínimo, com prioridade para famílias chefiadas por mulheres vítimas de violência doméstica sob medidas protetivas.








