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Além do fato Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025, 12:14 - A | A

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O fim da oposição

Ronaldo Pacheco*

É provável que o então presidente Itamar Franco (in memorian), em nenhum momento, tivesse imaginado que ao criar o “governo de coalização”, em 1992-94, ofertando espaço para vários partidos, fosse causar prejuízo quase irreparável à democracia brasileira. Os primeiros passos já tinham sido dados pelo ex-presidente José Sarney (1985-91), mas sem tanta eficácia.

O modelo implementado por Itamar foi ampliado pelo sucessor Fernando Henrique Cardoso, com fortalecimento do “Centrão” no Congresso Nacional e daí, ao longo do tempo, acabou copiado pelos governos estaduais e municipais.

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Passados mais de 30 anos, por motivos diversos, ainda existe alguma oposição na Câmara dos Deputados e no Senado. Todavia, o modelo possui resultado catastrófico nos estados e municípios. Afinal de contas, via de regra, hoje em dia a oposição é ínfima ou inexiste.

Desde os primórdios da democracia, na Grécia, a oposição é tida como oxigênio do regime democrático.

O que Itamar Franco fez diante da urgência do Plano Real e da agenda eleitoral, quando apadrinhou a candidatura de FHC à Presidência em 1994, reflete diretamente na atualidade, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

Mato Grosso não é exceção. O governador Mauro Mendes (União Brasil) quase sempre “nada de braçada” em votações no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. Quando o projeto passa pelo crivo da maioria, Mendes veta e, na revisão, o veto é mantido em mais de 90% das vezes.

Os prefeitos Abílio Brunini (PL) e Flávia Moretti (PL) dispõem de maioria esmagadora nas Câmaras de Cuiabá e de Várzea Grande. O quadro é ainda mais grave nas menores cidades.

Então, o normal é o Poder Executivo do Estado e dos municípios receberem de “amigos do peito”, dentro e fora dos plenários.

Ninguém defende “a crítica pela crítica”, sem que haja fundamento. Contudo, se torna essencial que cada parlamentar tenha plena consciência do papel para o qual foi eleito, independente dos cargos que tenha indicado ou do grau de amizade que mantêm com quem chefia o Poder Executivo. 

 

Pinceladas... 

Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso

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Aroeira pura...

Referência na vida pública de Mato Grosso, o deputado Júlio Campos (União Brasil) acaba de completar 79 anos, em plena atividade. Se reeleito em 2026, ele vai assumir o novo mandato, em fevereiro de 2027, com mais de 80 anos, o que é raro na vida pública de Mato Grosso. Julinho foi prefeito de Várzea Grande, governador, senador da República, deputado federal e, agora, deputado estadual. Haja fôlego!

 

Implante capilar 

Amigos da cozinha do clã juram que o ex-ministro Blairo Maggi (PP) tem sido provocado a refletir sobre uma eventual candidatura ao governo de Mato Grosso em 2026. Há quem diga que Maggi está se submetendo a implante de cabelo, para aparecer com “visual consolidado” durante a campanha eleitoral. Será? 

 

Ao Deus dará  

Cantada em prosa e verso como a maior Avenida de Cuiabá, o Contorno Leste está entregue à própria sorte. E não são poucos os acidentes que têm acontecido, principalmente nos locais onde a obra está incompleta. Resta saber até quando a obra continuará abandonada. 

 

Sem tesão

O vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) não deve disputar as eleições em 2026. Ele possui outro projeto na vida empresarial, que não é possível conciliar com a correria da política. Zaeli também está distante da gestão de Várzea Grande.   

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