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Além do fato Terça-feira, 23 de Dezembro de 2025, 13:52 - A | A

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2025, 13h:52 - A | A

Faça a coisa certa

Ronaldo Pacheco

As redes sociais estão inundadas com publicações abstratas ou pouco claras dos principais pré-candidatos ao governo de Mato Grosso e Senado da República, nas eleições de 2026. Na maioria esmagadora dos casos, desejam apenas aparecer ou deixar o nome em evidência.

Na esteira da enxurrada de diz-que-diz das redes sociais, os veículos de comunicação de massa dão pouco ou quase nenhum espaço para debater o que realmente importa: os problemas que afligem a sociedade mato-grossense.

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Mato Grosso avançou significativamente em diferentes áreas. Porém, isso não significa que o paraíso é aqui.

Pelo contrário, existem problemas aos borbotões, com diferentes graus de relevâncias: na saúde, na educação e na segurança, entre outras áreas.

Houve melhorias na segurança. Sem dúvida, sim. Contudo, Mato Grosso continua com índices alarmantes de aumento nos casos de agressão às mulheres e de feminicídios. Também existe o reconhecimento de que as facções mandam no sistema penitenciário e que celulares e drogas continuam entrando nas cadeias como se fossem materiais de limpeza ou alimentos. 

Mato Grosso acaba de receber seis novos hospitais, com tecnologia de fazer inveja às unidades de saúde da Europa. Mas, ainda existem filas de cirurgias eletivas.

Ou seja: os pré-candidatos têm problemas de sobra para iniciar uma discussão saudável, ao invés de apenas manterem os dedinhos erguidos, em sinal de positivo, para imagens no Instagram, Facebook, Youtube e X (antigo Twitter). É hora de debater qual Mato Grosso desejamos para o futuro.

 

Pinceladas... 

Inaceitável...

Na Idade Média, a Igreja Católica e os poderosos acusavam mulheres corajosas de histéricas, para classificá-las como bruxas e, assim, condená-las a queimar na fogueira santa. Pois foi o mesmo argumento que o comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG), Juliano Lemos, usou para prender a líder comunitária Kelly Daiane Gomes de Souza. “Estava histérica”, declarou Juliano Lemos, ao reconhecer que se sentiu ameaçado quando Kelly Gomes advertiu de que iria prestar queixa-crime contra a Guarda de Várzea Grande. Nada mais medieval e inaceitável, sob todos os aspectos, do que justificar a prisão de uma mulher por considerá-la “histérica”. Mesmo que houvesse um laudo médico, a prisão realizada pelo inspetor Juliano Lemos seria inadmissível, pois haveria necessidade de tratamento clínico e não de cadeia.

Passando pano

E, para piorar a situação, além de ser mulher e empoderada, a prefeita Flávia Moretti (PL) ainda apoiou a desastrosa prisão de Kelly Daiane Gomes de Souza, executada pela Guarda Municipal de Várzea Grande. “Estava emocionalmente perturbada”, decretou ela. Há poucos dias, Moretti ficou furiosa quando o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) insinuou que a prefeita de Várzea Grande não teria equilíbrio emocional para exercer o mandato. Mas quando é com a oposição, aí, Flávia considera saudável que outra mulher seja tratada como “histérica”.

Octagenário, mas...

Caso seja reeleito em 2026, o ex-governador e deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) vai tomar posse, em 2027, já com mais de 80 anos. E, para quem considera Júlio como velho, há poucos dias ele visitou aldeia indígena e fez atividades com os jovens da tribo. Inclusive, ficou pendurado numa árvore.   

Dissimulado

Quando questionado se está pronto para disputar o governo de Mato Grosso em 2026, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), jura por tudo quanto é sagrado que nunca pensou no assunto. Entretanto, nos últimos dois anos, Russi visitou todos os municípios mato-grossenses no mínimo duas vezes. Então, imaginem se já estivesse pensado no assunto...

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